ÓRGÃO OFICIAL DO COMITÊ CENTRAL DO PARTIDO COMUNISTA DE CUBA

AS deputadas e deputados da Assembleia Nacional do Poder da República de Cuba reafirmamos nosso firme e decidido apoio à irmã República Bolivariana da Venezuela, ao seu governo legítimo e à união cívico-militar que lidera o presidente constitucional Nicolás Maduro Moros, que enfrentam uma grave escalada de violência interna e intervenção internacional.

Setores oligárquicos, em conluio com interesses estrangeiros, tentaram espalhar o caos pelo país todo, com métodos terroristas. Em nome de falsos valores da democracia e dos direitos humanos têm desestabilizado o país e levado o luto a dezenas de famílias venezuelanas.

Os meios de comunicação oligárquicos e transnacionais espalham mensagens e imagens que distorcem de forma cínica a realidade, escondendo as realizações importantes do chavismo e evitam referir-se à barbárie dos promotores do golpe, como o caso do jovem que incendiaram as hordas opostas.

Estes esforços são liderados pela desacreditada Organização dos Estados Americanos (OEA) e seu frenético e intrometido secretário-geral. Seu desempenho seletivo e profundamente ideologizado, ao serviço do império e dos poderes oligárquicos na região, pretende cercar e derrubar a Revolução Bolivariana e disponibilizar os imensos recursos naturais dessa nação sul-americana para as multinacionais. Seu silêncio perante outras grandes rupturas da ordem democrática, os assassinatos de ativistas sociais e jornalistas e o uso de militares para reprimir as pessoas em outros países da região, refletem os padrões duplos vigentes na OEA.

Quanto a isso, as deputadas e deputados da Assembleia Nacional do Poder Popular da República de Cuba conclamamos a cessar toda ingerência nos assuntos internos da irmã República Bolivariana da Venezuela e exigimos respeito absoluto à soberania, ordem constitucional e autodeterminação dos venezuelanos.

Exigimos o respeito do direito legítimo do povo venezuelano para continuar construindo o modelo social promovido pela Revolução Bolivariana, e reconhecemos os esforços do governo para fazer prevalecer a paz e a compreensão. A este respeito, congratulamo-nos com as chamadas constantes ao diálogo, feitas pelo presidente Nicolás Maduro e a incorporação de vários países da Comunidade dos Estados do Caribe (Celac) da América Latina a este importante esforço.

Fazemos um apelo aos legisladores e parlamentos do mundo para manter a solidariedade com a Venezuela, um país de Nossa América, com a confiança de que a revolução e o povo bolivariano terão a sabedoria, capacidade e razão histórica para superar suas dificuldades e avançar pelo próprio caminho.

Havana, 1º de junho de 2017

Ano 59º da Revolução