ÓRGÃO OFICIAL DO COMITÊ CENTRAL DO PARTIDO COMUNISTA DE CUBA

NA data de 20 de julho de 1963, no discurso proferido na sessão de encerramento do Encontro Técnico Nacional sobre feno, silagem e pastoreio intensivo, realizado no Salão de Atos do prédio Sierra Maestra, o Comandante-em-chefe Fidel Castro Ruz expressou: «... o desenvolvimento da economia nacional tem que ser exposto também em bases econômicas, em bases realistas, não em ilusões».

Em repetidas ocasiões, o general-de-exército Raúl Castro Ruz nos disse que não podemos gastar mais do que o que recebemos de pagamento, nem assumir compromissos que não podemos pagar.

Recentemente, no discurso proferido no ato principal pelo 65º aniversário do ataque aos quartéis Moncada e Carlos Manuel de Céspedes, em Santiago de Cuba, em 26 de julho passado, expressou: «Ter sempre em mente que a fonte de recursos mais rápida e fácil é a poupança e, portanto, devemos conseguir que deixe de ser um mero slogan para se tornar uma norma de comportamento dos dirigentes e trabalhadores em todos os níveis».

Estas indicações foram o guia para a elaboração do Plano da Economia, devemos defendê-lo e trabalhar pelo seu cumprimento, com a participação direta e consciente de todos os trabalhadores.

É o Plano de todos os cubanos para promover o desenvolvimento do país e nos permitirá avançar com base em nossos próprios esforços e com os recursos que podemos ter, sem aumentar o endividamento externo.

Temos a certeza de que, se trabalharmos juntos, com disciplina e rigor, podemos fazer mais. Nosso povo exige e merece isso.

PRINCIPAIS RESULTADOS EM 2018

1. A execução do programa de recuperação e desenvolvimento ferroviário continua.
2. Investimento no terminal multiuso de Santiago de Cuba.
3. Expansão de linhas telefônicas e serviços de acesso à Internet para a população.
4. Culminação de hotéis.
5. Excesso de cumprimento das exportações de fumo, lagosta, rum e camarão.
6. A produção de alguns alimentos que substituem as importações (arroz, feijão e carne de porco, entre outros) é cumprida.
7. Armazéns de alimentos foram recuperados.
8. Avanços no programa hidrológico (redes de abastecimento, esgoto, tubulações, drenagens e coletores).
9. O plano de habitação do estado é cumprido (29.235). Concluem-se 10.873 por esforço próprio.
10. O progresso das obras de infraestrutura continua na Zona Especial de Desenvolvimento Mariel.

11. A participação da indústria nos programas de recipientes e embalagem, a produção de luminárias led, produtos de higiene e limpeza, utensílios de cozinha, entre outros, está crescendo.

COMPORTAMENTO DA ECONOMIA EM 2018, COM RESPEITO A 2017

Setores que crescem

Transporte e comunicações 5,7%
Indústria manufatureira 3.7%
Saúde Pública 1,3%
Cultura e esportes 2,3%
Comércio 2,0%

Setores decrescentesIndústria do açúcar 43, 7%
Minas e Pedreiras 2.0%
Agricultura 4,9%
Construção 2,2%

COMPORTAMENTO DA ECONOMIA EM 2018 COM RELAÇÃO AO PLANO

÷ Não cumprimento da renda por exportações.
÷ Não execução de importações.
÷ Alto nível de endividamento, falta de pagamento de dívidas reordenadas.
÷ Contas por cobrar no exterior.
÷ Dificuldades na realização de determinados programas de investimento. Plano de investimento executado em 84,7%.
÷ Não cumprimento da produção equivalente de petróleo.
÷ Geração de eletricidade e participação de fontes renováveis ​​de energia abaixo do planejado.
÷ Transporte de carga é atendido em 90,1% e transporte de passageiros cresce para 7,8%.

Indicadores da atividade turística

Visitantes: não cumprido em 5% com relação ao plano, cresce 1,3% em relação a 2017.
Renda: maior do que a real de 2017, mas menor em relação ao plano 2018.
Taxa de emprego: 55,4%, menos que os 66% previstos.

Crescimento da economia
Planejado para 2018: 2%
Atingido: 1,2%
Planejado para 2019: 1,5%

Medidas tomadas para garantir o plano de 2018
1. Maior racionalidade nas decisões sobre importações e outras despesas cambiais.
2. Redução do consumo de combustível e melhoria da intensidade energética.
3. Uso de estoques para garantir os principais níveis de atividade.

PRINCIPAIS LINHAS DE TRABALHO EM 2019
- Aumento e diversificação das exportações.
- Eficiência do processo de investimento e participação do Investimento Estrangeiro Direto.
- Análise integral das operações de importação e execução dos créditos.
- Substituição de importações, maior participação da indústria nacional.
- Gestão das contas por cobrar no exterior.
- Gerenciamento dos estoques.

OBJETIVOS NO ANO 2019

1. Executar as despesas ajustadas aos recursos disponíveis, utilização das reservas internas, sem aumentar o endividamento externo do país.
2. Realizar um processo de investimentos eficiente e que suporte os programas priorizados.
3. Aumentar as receitas das exportações e garantir sua cobrança.
4. Fortalecer a indústria nacional para substituir importações.
5. Alcançar níveis mais altos de encadeamento econômico.
6. Garantir o fornecimento dos principais produtos prioritários e uma maior presença na circulação do comércio varejista de produtos da linha econômica.
7. Garantir os níveis de atividade que contribuem para o desenvolvimento.

INVESTIMENTOS EM 2019

É planejado um valor total acima do previsto para 2018 (2,1%) e acima da estimativa de 2018 (20,5%).
Investimento estrangeiro: 6,2% do total de investimentos sem contar os novos negócios constituídos.
Alguns investimentos priorizados
Programa habitacional e efeitos de furacões.
Programa para o desenvolvimento do turismo.
Programa de Energias Renováveis.
Programa de Telecomunicações e Informatização da sociedade.
Programa de aumento de capacidades construtivas e produção de materiais de construção.
Programa alimentar.
Programa da indústria biofarmacêutica e produção de medicamentos.

FONTE: RELATÓRIO DE ALEJANDRO GIL FERNÁNDEZ, MINISTRO DA ECONOMIA E PLANEJAMENTO, NO 2º PERÍODO ORDINÁRIO DE SESSÕES DA NONA LEGISLATURA DA ASSEMBLEIA NACIONAL DO PODER POPULAR.