ÓRGÃO OFICIAL DO COMITÊ CENTRAL DO PARTIDO COMUNISTA DE CUBA
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Com a presença de José Ramón Machado Ventura, segundo secretário do Comitê Central do Partido Comunista de Cuba; Esteban Lazo, presidente da Assembleia Nacional do Poder Popular e do Conselho de Estado; Bruno Rodríguez, ministro das Relações Exteriores; Ulises Guilarte, secretário-geral da Central dos Trabalhadores de Cuba; entre outros líderes do Partido e do Governo, o Encontro Anti-Imperialista de Solidariedade pela Democracia e contra o Neoliberalismo começou em Havana até 3 de novembro.
Fernando González, presidente do Instituto Cubano de Amizade com os Povos, recebeu os presentes e dedicou suas primeiras palavras a Fidel. Ele também reconheceu que o povo de Cuba não foi derrotado, apesar dos 60 anos de hostilidade dos Estados Unidos.

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«Continuamos nos reunindo para sonhar com o mundo que merecemos», disse o presidente do ICAP, que acrescentou que «chegamos a essa reunião no contexto do 500º aniversário da fundação de Havana e com o objetivo de unir uma ampla força de solidariedade a Cuba».
González enfatizou que tem o prazer de compartilhar esse espaço com organizações de esquerda em um cenário em que os EUA deturpa a missão altruísta e a colaboração da saúde cubana e reafirmou que Cuba nunca trairá seus amigos.

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Por seu lado, o ministro das Relações Exteriores de Cuba, Bruno Rodríguez Parrilla, falou sobre a política externa de Cuba no contexto global e a luta contra o bloqueio.
«A expressão profunda das lutas de nossos povos é sentida nesta sala», disse ele e lembrou que o governo Trump é a maior ameaça, enquanto os Estados Unidos aumentam a interferência nos assuntos de nossos estados, enquanto o modelo capitalista é inviável e insustentável para o planeta.

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Rodríguez Parrilla insistiu que a campanha eleitoral nos Estados Unidos pode acentuar o curso de confronto com Cuba, acrescentando que há sérias dificuldades há meses para garantir combustível não apenas ao desenvolvimento, mas também à vida cotidiana do país.
Denunciou que o governo dos EUA viola o direito internacional e os regulamentos internacionais de navegação e comércio e incorre em violações em massa dos direitos humanos de cubanos e cubanas, além de lançar uma campanha de agressão contra a cooperação médica cubana e, assim, interromper uma renda justa e legítima.
Lembrou que a lei Helms-Burton é o principal documento para governar a hostilidade dos EUA contra Cuba. «Agradecemos a solidariedade que vocês expressam diante da agressão que nosso povo resiste e resistirá até as últimas consequências», afirmou.
Insistiu que a OEA ataca a esquerda para defender o neoliberalismo e que os EUA precisam culpar Cuba por seu retumbante fracasso na Venezuela e justificar o bloqueio. Ele também disse que o capitalismo e o imperialismo são responsáveis ​​de a América Latina ser a região mais desigual.
Por outro lado, disse que a reeleição de Evo Morales é uma vitória histórica e que nossas irmãs Repúblicas do Caribe merecem o tratamento justo e especial que exigem, além de que o Haiti deve ter todo o apoio da comunidade internacional.
Rodríguez Parrilla também reiterou o apoio à liberdade de Porto Rico e do povo saaraui.

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