ÓRGÃO OFICIAL DO COMITÊ CENTRAL DO PARTIDO COMUNISTA DE CUBA
Milhares de pessoas mobilizaram-se em Caracas, apoiando a Constituinte. Photo: AVN

CARACAS.— O primeiro vice-presidente do Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV), Diosdado Cabello, assegurou recentemente que a maioria dos cidadãos apoia a convocatória do presidente Nicolás Maduro a uma Assembleia Nacional Constituinte, pela paz nacional.

«A cada dia o apelo à Constituinte ganha mais força, porque o povo sabe que é um instrumento para aperfeiçoar a democracia e os programas sociais com os venezuelanos como protagonistas», manifestou na praça Morelos, nesta capital, durante uma concentração de apoio ao Governo Bolivariano.

«Agora teremos uma Constituinte com o povo na rua, opinando e fazendo as contribuições necessárias para aperfeiçoar o Estado em toda sua magnitude», acrescentou o também deputado à Assembleia Nacional, citado pela agência Prensa Latina.

Em 8 de maio também foi realizada uma reunião, no Palácio de Miraflores, para informar ao resto dos partidos políticos sobre a convocatória da Constituinte e receber suas considerações.

Contudo, a Mesa da Unidade Democrática (MUD), da oposição, principal instigadora dos protestos que geraram violência no país, nas últimas semanas, não respondeu ao apelo do Executivo.

O ministro da Educação e titular da comissão preparatória da Assembleia Nacional Constituinte, Elías Jaua, assegurou que 18 partidos assistiram ao encontro e as portas continuarão abertas para aqueles que queiram ir «escutar de primeira mão e de maneira oficial» os argumentos do Executivo.

«Especialmente fazemos um chamamento aos porta-vozes da MUD, pela paz de nosso país, para que reflitam e possam sentar-se aqui para conversar, dialogar entre venezuelanos, como irmãos que somos», disse à televisora VTV. «Temos profundas diferenças, mas somos obrigados a legar aos nossos filhos uma Venezuela em paz e o caminho é o diálogo».

Jaua afirmou que os partidos políticos serão escutados pelo Governo e poderão fazer observações e críticas «para nutrir o debate». E reiterou que o presidente Maduro decidiu iniciar este processo para mudar o ordem jurídica interna, face à impossibilidade de poder ter uma interlocução válida com a MUD.

Em contraposição, o presidente da Assembleia Nacional em desacato, Julio Borges, reiterou seu chamamento à violência e a se manifestar nas ruas contra a Constituinte.

Mas a mobilização opositora, que se realizou em direção ao Ministério da Educação, onde trabalha Jaua, foi apagada pela maré vermelha que partiu da praça Morelos, de Caracas, até a esquina San Francisco, no centro da cidade, em apoio à iniciativa bolivariana.

«Mais uma vez, aqui está o povo que aposta pela paz, que aposta pela Constituinte e pela democracia, estamos lotando as ruas de Caracas para dizer ao presidente Maduro: aqui estamos com você em respaldo à Assembleia Nacional Constituinte que não é mais que o debate superior de todos os venezuelanos e venezuelanas a favor da paz», expressou o líder socialista Angelo Rivas, citado pela AVN.