
CARACAS.— Diversos movimentos políticos e sociais e instâncias do poder popular organizado se mobilizaram, em 7 de agosto, desde a praça Morelos até o Palácio Federal Legislativo, em Caracas, para reafirmar o apoio à Assembleia Nacional Constituinte (ANC), conformada no dia 4 deste mês.
Perante a multidão de homens e mulheres que se mobilizaram na manifestação de apoio ao presidente Nicolás Maduro e à constituinte, o deputado pela ANC, Diosdado Cabello, afirmou que a partir do surgimento da Revolução Bolivariana, em 1999, a Venezuela se tornou alvo dos ataques imperiais e dos governos que respondem aos interesses desses poderes.
Cabello explicou que os ataques desmedidos do império norte-americano, dos governos pró-imperiais na região e a direita interna da Venezuela só tentam quebrantar essa dignidade para submeter, como há poucos dias, os venezuelanos e dessa forma, apoderar-se das riquezas do país.
«A Venezuela é atacada porque tem petróleo, ouro, água e gás, por seus recursos naturais. Porém, isso é só um aspecto, pois também é atacada porque tem um povo digno, porque tem um presidente digno, que não se rende e que não responde às ordens deles», sublinhou no ato transmitido por Venezolana de Televisión.
«Em sete de agosto dizemos a viva voz e olhando para frente que não nos importa que nos ameacem, pois nós decidimos ser livres, ser soberanos e ser independentes», referiu.
Centenas de militantes revolucionários participaram desta passeata «para ratificar mais uma vez o apoio à ANC pela qual votamos a maioria dos venezuelanos», asseverou Rubén Iriarte, cidadão de Caracas que participou da mobilização.
Além do desejo de ratificar seu apoio por este mecanismo democrático, escolhido mediante eleição secreta e direta de mais de oito milhões de venezuelanos, «viemos apoiar as decisões tomadas por nossa Assembleia, necessárias para garantir a paz do povo».
Ao chegar à sede do Ministério Público (MP), na avenida Universidade, a passeata parou para expressar o apoio do povo venezuelano à tarefa que assumiu o procurador-geral Tarek William Saab, juramentado, em 5 de agosto.
«Defensores de Direitos Humanos estão presentes neste Ministério Público, nesta nova Procuradoria, para acompanhar» Saab «em seu desempenho e sanear este recinto de mercenários da política», expressou o constituinte Darío Vivas, que participou da passeata.
Vivas, mencionado pela AVN, também agradeceu o respaldo de organizações que agrupam as vítimas da violência promovida desde 1999, em acontecimentos como o golpe de abril de 2002, a sabotagem petroleira ocorrida há 15 anos e o plano insurrecional chamado A Saída, em 2014.
Através desta passeata, o povo revolucionário também expressou seu apoio à Comissão da Verdade, criada pela ANC para investigar os crimes cometidos nos últimos três meses durante as ações sediciosas promovidas por setores da oposição.
FORÇA ARMADA APELOU À UNIÃO PERANTE OS ATAQUES TERRORISTAS
Membros do Alto Comando Militar da Venezuela realizaram, em 7 de agosto um pronunciamento na cidade de Caracas, onde apelaram ao povo para se unir e rejeitar os ataques imperialistas da direita.
O ministro do Poder Popular para a Defesa, Vladimir Padrino López, informou que a situação criada em 6 de agosto, na fortaleza Paramacay (estado Carabobo), faz parte dos ataques e assédios originados no exterior contra a Venezuela.
«Apelo ao povo para a união nacional. Estes ataques imperialistas têm que unir-nos como país, como nação. É contra uma nação que investem, não é contra o presidente Nicolás Maduro nem com o ministro da Defesa Vladimir Padrino López, é contra um povo, uma Pátria», apontou, citado pela AVN.




