ÓRGÃO OFICIAL DO COMITÊ CENTRAL DO PARTIDO COMUNISTA DE CUBA
Foto: retirada da conta do presidente no site X.
«Os Estados Unidos têm pressionado governos em várias partes do mundo para que encerrem os programas bilaterais de saúde com Cuba», denunciou Carlos Fernández de Cossío, vice-ministro das Relações Exteriores de Cuba, na tarde de quarta-feira, 2 de julho.
 
«Os efeitos imediatos dessa política de chantagem internacional se traduzem em acesso restrito a serviços de saúde para milhares de pessoas de diversas comunidades em vários continentes, que são assistidas de forma altruísta por especialistas cubanos», observou.
 
Segundo o diplomata, os Estados Unidos «estão agora pressionando esses mesmos governos e muitos outros, incluindo aliados, para que mudem sua posição tradicional contra o bloqueio econômico nas Nações Unidas e até mesmo para que se recusem a discutir uma questão tão importante».
 
«As tentativas de boicotar a colaboração médica internacionalista do povo cubano somam-se às pressões 'demonstradamente bem-sucedidas sobre todos os governos para que cumpram a proibição emitida por Washington à exportação de combustível para Cuba'», disse.
 
«Assim, com o aparente consentimento da maioria dos governos, os Estados Unidos estão projetando uma nova ordem internacional de improvável sustentabilidade», continua a denúncia.
 
No final de janeiro deste ano, os Estados Unidos impuseram um embargo de petróleo a Cuba, o que faz parte da política de intensificação do bloqueio econômico, comercial e financeiro que as administrações dos Estados Unidos mantêm na Ilha há quase sete décadas.
 
Por meio de decretos executivos, como os de 29 de janeiro e 1º de maio deste ano, e por meio de coerção via suas embaixadas, o presidente Donald Trump e seu secretário de Estado, Marco Rubio, estão buscando o sufocamento e a humilhação do povo cubano, bem como a queda – buscada sem sucesso por eles mesmos e seus antecessores – da Revolução.