ÓRGÃO OFICIAL DO COMITÊ CENTRAL DO PARTIDO COMUNISTA DE CUBA
O Septeto Santiaguero, um patrimônio de Cuba. Photo: suenacubano.com

SANTIAGO DE CUBA.— Regozijados pela obtenção do Prêmio Grammy Latino 2015, na categoria de Melhor Álbum Tropical Tradicional, pelo disco No quiero llanto. Tributo a los Compadres, junto ao músico dominicano José Alberto “El Canario”, difícil é nestes dias encontrar-se com os integrantes do Septeto Santiaguero pelas ruas da cidade que os viu nascer, mas graças à magia de seu representante Alden González, todas as portas se abrem para o diálogo com o feliz diretor, Fernando Dewar.

É a primeira vez que uma edição do Grammy Latino premia tantos cubanos e conta em seu espetáculo com presença cubana. Conte-nos como foi a reação do público.

Foi muito empolgante apreciar o profissionalismo da Companhia Lizt Alfonso e a reação favorável do público perante seu desempenho excelente, perfeito; a gente sente muito orgulho de ser cubano. Ainda que deva acrescentar que em 2013 (ano em que estávamos indicados) foi similar a emoção e o orgulho quando também fomos testemunhas da apresentação de Descemer Bueno na cerimônia, junto a Enrique Iglesias e India Martínez.

Que significa este Grammy em sua carreira e especialmente para a música tradicional cubana?

Isto marca um evento em nossa carreira, é o máximo que aconteceu conosco. Definitivamente o prêmio vai marcar um antes e um depois. Para nosso grêmio de músicos de son e cultores da música tradicional é muito importante, pois demonstra que fazemos música para hoje, para o público de agora. Recebemos felicitações de nossos colegas de muitas partes do país, e realmente nos regozija tê-los representado desta vez.

Essa presença no MGM Grand Garden Arena, de Las Vegas, tornou possível estreitar relações com artistas que poderiam estar interessados em visitar Cuba.

Esse é um marco ideal para interagir e relacionar-se com colegas e, sobretudo, propiciou organizar a presença novamente de José Alberto “El Canario” em Cuba, para fazer o repertório do disco, tal como fizemos recentemente no Copacabana de Nova York. Em setembro de 2014, José Alberto vaticinou este prêmio aqui, em nossa rua Heredia e queremos apresentar-nos no mesmo lugar já com o prêmio na mão, isso deve ser em janeiro próximo.

“Por outro lado já estamos trabalhando em nosso melhor disco e ali pudemos falar in situ de um grupo de colaboradores importantes para essa nova produção, mas o que podemos adiantar até agora é que, desta vez, as colaborações irão além do âmbito da música tropical. Há estrelas internacionais da música urbana, assim como do pop e do rock interessadas em colaborar conosco”.

Pensa que a presença cubana se torne mais usual nesta classe de evento, especialmente a partir do restabelecimento de relações entre os Estados Unidos e Cuba?

O interesse na música cubana já se percebia antes do degelo. De fato, tudo o que concretizamos agora se combinou muito antes de dezembro do ano passado. Temos certeza de que no futuro haverá muita mais presença cubana no Grammy Latino.

Depois deste sucesso, que projetos seguem.

Proximamente, estaremos pela Colômbia, e para janeiro é bem provável que se concretize nossa turnê nacional, algo que nos tem muito contentes. Além disso, durante o primeiro semestre estaremos no estúdio, finalizando o novo disco, que será completamente com a casa discográfica Egrem.