ÓRGÃO OFICIAL DO COMITÊ CENTRAL DO PARTIDO COMUNISTA DE CUBA
Photo: Anabel Díaz

UM dos eventos culturais mais importantes de Cuba onde se fazem festivais de balé, teatro, cinema é, sem dúvida, a Feira Internacional do Livro.

Neste ano 2017, a festa das letras tem lugar em Havana, de 9 a 19 de fevereiro e depois de seu encerramento na capital, espalha-se pela Ilha toda, concluindo em Santiago de Cuba, em 16 de abril.

Desde a sua primeira edição, em 1982, este evento tem conseguido a assistência do público, que agora tem a possibilidade de se aproximar do mais atual da literatura cubana e mundial, não só na sua sede principal, na fortaleza de San Carlos de la Cabaña, mas também nos espaços que foram multiplicados, fundamentalmente em El Vedado e em instituições como a Casa das Américas, o Pavilhão Cuba, a Casa da Alba, a União dos Escritores e Artistas de Cuba ou a Sociedade José Martí.

Durante a Feira, presta-se homenagem especial ao líder da Revolução, Fidel Castro, falecido em novembro passado, com colóquios e palestras acerca de seu pensamento político e sua estreita relação com a vida cultural, e serão lançados — alguns pela primeira vez — os livros editados, em 2016, para comemorar seu 90ª aniversário.

Como é tradicional cada ano, a Feira homenageia uma relevante figura das letras no país, pois nesta ocasião é dedicada ao doutor Armando Hart, quem foi ministro de Educação (1959-1965) e da Cultura (1976-1997) e é atualmente, presidente do Gabinete do Programa Martiano e da Sociedade Cultural José Martí, com mais de duas dezenas de títulos publicados.

Também, a participação de um país como convidado de Honra se torna costume, pois nesta edição foi escolhido o Canadá, que assiste com 30 autores e 36 editores de 18 casas editoras. Para a gala inaugural, uma verdadeira surpresa será a apresentação da orquestra musical The Jerry Cans, vinda da zona ártica, de um dos grupos aborígines Inuktitut.

Se de dados se tratar, o presidente da Feira e do Instituto Cubano do Livro, Juan Rodríguez Cabrera, verificou a assistência de 21 países como expositores e outros com autores e editores. Em geral, inscreveram-se mais de cinco mil pessoas participantes, entre eles 198 escritores estrangeiros.

A assistência cubana é naturalmente distinta, com 70 editoras, mais de 700 títulos novos e uns quatro milhões de livros. Tão só no grande estande de livros em La Cabaña o número atinge os mil 200 títulos.