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Alicia Alonso, diretora-geral do Ballet Nacional de Cuba, vital aos seus 96 anos, chefia sua companhia na turnê europeia.

O Ballet Nacional de Cuba (BNC), uma das companhias mais reconhecidas no mundo, começou neste mês de maio uma turnê por várias cidades da Espanha e Itália que terminará, em julho próximo, em Paris.

Dirigido pela mítica Alicia Alonso, o BNC alcançou prestígio internacional, tanto por suas cuidadosas versões dos grandes clássicos, como por seu variado repertório e o virtuosismo estilístico e técnico de seus dançarinos.

Para esta nova turnê, a companhia selecionou entre os grandes clássicos a Quebra-nozes, Giselle e Dom Quixote e o programa-concerto A magia da Dança.

As apresentações se iniciaram na Sala Vermelha, do moderno complexo Teatros del Canal dedicado às artes cénicas, situado no bairro madrileno de Chamberi, onde o BNC oferecerá 12 funções consecutivas de Quebra-nozes e Giselle.

A presente versão de Quebra-nozes, que realiza 125 de sua estreia no Teatro Marinski, de São Petersburgo, foi realizada por Alicia Alonso para o 16º Festival Internacional de Ballet de Havana, em 1998.

Uma virtude da prima ballerina assoluta ao versionar os clássicos é ser sempre respeitosa dos estilos, ao tempo que os adequa ao espectador contemporâneo e assim se poderá novamente apreciar na nova turnê.

Para esta encenação em Madri se anunciou que a música de Tchaikovski — uma de suas partituras mais populares, com as memoráveis Valsa das Flores e a Dança da Fada Garapiñada — será interpretada ao vivo pela Orquestra Sinfônica Verum e o Coro de Crianças, da Capela Real de Madri, sob a batuta de Giovanni Duarte.

Quando Quebra-nozes ceda a cena madrilenha a Giselle, os espectadores desfrutarão de uma excepcional encenação pela companhia cubana, que tem na eximia Alonso uma das mais fascinantes camponesa-willi da história da dança, que transmitiu sua arte às atuais primeiras dançarinas.

Segundo uma informação de imprensa do BNC, na Espanha as apresentações continuarão em Vitoria, País Basco, o Teatro Campoamor de Oviedo e no Teatro Auditorio de León.

Viengsay Valdés, primeira figura da companhia cubana, magistral em Dom Quixote.

Em junho, o BNC abre seu cartaz no Teatre Tívoli, de Barcelona com A magia da dança, um espectáculo subjugante conformado por cenas de sete das mais famosas peças clássicas de seu repertório: Giselle, A bela adormecida, Quebra-nozes, Coppelia, O lago dos Cisnes, Dom Quixote e Sinfonia de Gottschalk, as seis primeiras versões paradigmáticas sobre os originais e, a última, coreografia da Alonso, sua diretora geral.

Para a Itália, o BNC leva um programa similar, precisamente A magia da dança, às cidades de Turino e Ravena e dali viajarão, já em julho, a Paris.

Ainda que não seja a primeira vez que a companhia cubana se apresente na capital francesa (já em 1966 obtiveram o Grand Prix da Ville de Paris, pela interpretação de Giselle) será uma estreita na lendária Salle Pleyel, situada a apenas uns passos do Arco de Trunfo, no Faubourg Saint-Honoré.

A gala de abertura, em 6 de julho, será uma em homenagem à diva Alicia Alonso, quando os primeiros dançarinos e solistas do BNC assumam um programa variado com conhecidos de pas de deux (Quebra-nozes, Raymonda, Diana e Acteão, Romeu e Julieta, O cisne negro, O corsário, Bonecos, Chaikovski pas de deux, Inverno e Dom Quixote) que oferecem uma panorâmica dos estilos de dança da companhia.

As seguintes funções, até 20 de julho, subirão ao palco da Pleyel, Giselle, Dom Quixote e o programa variado dos pas de deux.

A bravura de Kitri em Dom Quixote, a etérea Giselle, e uma vivaz Swanilda em Coppelia, serão assumidas na turnê europeia do BNC por suas primeiras dançarinas Viengsay Valdés, Sadaise Arencibia, Anette Delgado e Grettel Morejón acompanhadas pelo primeiro dançarino Dani Hernández e os mais jovens Rafael Quenedit, Patricio Revé, Raúl Abreu e Ariel Martínez.