ÓRGÃO OFICIAL DO COMITÊ CENTRAL DO PARTIDO COMUNISTA DE CUBA
Adalberto Álvarez, compositor e diretor de orquestra, é um dos membros do júri de seleção. Foto: REPRODUZIDA DO SITE DO ARTISTA

CUBA é a Ilha da música. Essa verdade se torna um sinal de identificação no mundo. Mostrar aos profissionais internacionais de maneira geral e concisa e suas características é o objetivo do Foro Internacional de Música Primeira Linha.

O vice-presidente Comercial do Instituto Cubano da Música, Alejandro Gumá, mostrou à imprensa — no Centro de Pesquisa e Desenvolvimento da Música (Cidmuc; por sua sigla em espanhol) — a segunda edição do encontro comercial, onde esses especialistas podem conhecer o mundo musical cubano, especialmente a música tradicional, o jazz atual, a música urbana, o Dj (disco Jóquei) e a eletroacústica.

«Autores, cantores, produtores, executivos de casas de discos e gravadoras, entre outros especialistas, participarão desse evento, que propiciará uma aproximação das potencialidades de Cuba no âmbito musical», expressou Gumá.

«A segunda edição de Primeira Linha» — anunciou o vice-presidente comercial do ICM — terá lugar de 20 a 23 de setembro, fundamentalmente no Grande Teatro de Havana Alicia Alonso, uma das joias arquitetônicas da cidade, embora não seja a única instituição que participe».

«O Foro comercial é organizado pelo ministério cubano da Cultura, o ICM e as casas gravadoras Egrem, Artex e Colibrí e conta» — disse — «com o patrocínio da Feira Internacional da Música World Music Expo (Womex; por sua sigla em inglês) e da empresa espanhola Endirecto, que trabalha em Cuba.

O diretivo cubano lembrou que o primeiro encontro foi realizado em setembro de 2016, porque se considerou necessário que a música cubana tivesse uma feira internacional e se conseguiu depois de quatro anos de trabalho de nossas instituições com os organizadores de Womex, os que realizam eventos semelhantes na Europa e outros países da Ásia e África, a partir de 1994.

«Nessa primeira edição marcaram presença 88 profissionais internacionais e mais de 200 cubanos. Foi considerada uma chance conseguida».

Gumá assinalou que em outubro passado assistiram ao Womex, de Santiago de Compostela, Espanha, onde lançaram a convocatória para a segunda edição de Primeira Linha e o interesse foi muito grande. «Esperamos aproximadamente 150 delegados internacionais e acima dos 450 nacionais, em 2017».

Em que consiste o evento?

«Mesas de negócios, a realização de palestras especializadas nestes temas, concertos de demonstração (showcases) das orquestras cubanas que serão selecionadas para mostrá-los a esses profissionais internacionais».

«Também será caracterizado como é típico nestes eventos» — continuou Gumá — «pelas sessões de negócios, o que acontecerá na Sala Carpentier do Grande Teatro; entretanto os concertos de curta duração serão realizados na nova instalação da Egrem, na rua 31 e 2, município Playa, que daqui a pouco será inaugurada».

Respeito às orquestras que serão mostradas aos assistentes, a diretora de Desenvolvimento Artístico do ICM, Mabel Castillo, precisou que «a convocatória é centrada nas tipologias de músicas por suas potencialidades comerciais e devido à característica dos nossos catálogos profissionais torcemos pela música popular, como uma das principais fontes, inclusive a música tradicional, o pop, a trova os Dj (um fenômeno internacional), cantores, jazz e neste ano se inclui a música de concerto, porque tem excelentes projetos».

Castillo assinalou que já receberam 130 propostas de 18 instituições do sistema da cultura (centros nacionais, provinciais, casas gravadoras, a Associação Hermanos Saíz) e agora chega o momento da seleção, pois só serão apresentadas 15 orquestras.

Para essa seleção trabalha um júri integrado pela própria Castillo, o destacado músico e compositor Adalberto Álvarez e o jornalista Pedro de la Hoz.

Castillo significou que, contudo, pensa-se em várias modalidades de apresentações desenhadas, com o interesse de que possam ver mais orquestras cubanas, além dos concertos demonstrativos de curta duração e as galas de inauguração e encerramento.

Como exemplo, referiu-se que neste ano o evento se amplia a outras províncias e para isso trabalham em parceria com a agência de turismo cultural Paradiso. «Após terminar a Feira, no dia 23 passado, os profissionais que comprem este tipo de programa visitarão Villa Clara, Cienfuegos, Trinidad y Matanzas e finalmente Havana, com um grande concerto no dia 30».  

O Foro Primeira Linha deve ser uma vitrine da música cubana, uma chance para os artistas, as empresas, as casas gravadoras e para isso é organizado, também, um evento acadêmico.

Devido ao amplo eixo temático previsto (novas tecnologias, mercado da música, gestão), igualmente assistirão palestrantes Espanha, Estados Unidos e alguns países africanos.

Cuba é a Ilha da música. Agora o segundo Foro Internacional de Música Primeira Linha abre um novo espaço para a troca e assim profissionais estrangeiros do setor da indústria musical conhecerão os artistas cubanos, especialmente os jovens.