ÓRGÃO OFICIAL DO COMITÊ CENTRAL DO PARTIDO COMUNISTA DE CUBA
Alpidio Alonso Grau, ministro da Cultura, entregou o grande Prêmio a Beatriz Márquez. Foto: Ariel Cecilio Alvarez de la Campa

FELIZ conjunção de músicas maravilhosas com voz privilegiada. Assim, «simplesmente» pode ser explicado o novo álbum que a cantora cubana Beatriz Márquez dedicou ao famoso compositor Adolfo Guzmán (Havana 1920-1976).
O CD leva o título de uma das canções mais populares de Guzmán, Libre de pecado e inclui outras dez peças que revelam a sensibilidade fina e o belo tratamento musical que o compositor infunde nelas.

No puedo ser feliz, Te espero en la eternidad, Lloviendo, Seré feliz cuando tú me quieras, Es tan fácil mentir, Esta noche te encontré, Al fin amor, Profecía, Siempre navidad e Por tu falso amor, estão incluídas no disco.

Ao apresentar o CD (Producciones Colibrí, selo Cinquillo), na Sala Taganana do Hotel Nacional, a cantora e também compositora revelou que Guzmán lhe dedicou Por tu falso amor.

«Foi uma surpresa saber que o maestro tinha deixado escrita uma peça para mim — disse a cantora — e explicou que o diretor do Museu da Música, Jesús Gómez Cairo, foi quem encontrou a partitura e Ligia, filha do maestro Guzman, mostrou-a para mim. Fiquei encantada e, claro, incluí-a no álbum».

Beatriz Márquez (Havana, 1952) estudou no Conservatório Amadeo Roldán e na Escola Nacional da Arte. Neste ano comemora 50 anos de vida artística, pois estreou profissionalmente em 1968.

Entre os eventos importantes de sua bela carreira estão que, depois de um sucesso juvenil com o grupo Los Barbas, ofereceu, em 1971, seu primeiro recital no Teatro Amadeo Roldán. Em 1970, participou do Festival Internacional da Canção de Varadero e fez história musical com três peças: Espontáneamente (de seu pai René Márquez), Diálogo con un ave (Mike Porcel) e Es Soledad (Juan Almeida).

A Musicalíssima, como toda Cuba a reconhece, já se apresentou em festivais na Bulgária, Romênia, ex-União Soviética, Angola, Venezuela, Colômbia, França, Áustria, Bélgica, Brasil, Itália, Espanha e Panamá e tem uma extensa discografia.

Com seu estilo muito definido, sua voz badalada, seu conceito de interpretação e seu ouvido absoluto, é uma das principais cultivadoras da canção romântica, o feeling e o bolero, e seu repertório inclui peças próprias e dos compositores máximos cubanos, entre eles Sindo Garay, René Márquez, Marta Valdés, Juanito Márquez, Silvio Rodriguez e Pablo Milanes.

A Feira Internacional Cubadisco 2018 (23 a 30 de setembro), onde se apresentou o melhor da música da Ilha, atribuiu o seu Grande Prêmio a Beatriz Márquez pelo fonograma Libre de Pecado, produzido por Jorge Aragón e juntou-se aos prêmios nas Categorias de Canção e Gravação.

Os prêmios foram entregues na gala final pelo ministro da Cultura, Alpidio Alonso, e pela presidenta do Instituto Cubano da Música, Marta Bonet.

Ao receber o Prêmio Nacional da Música, em 2015, a cantora e compositora Beatriz Márquez expressou: «É um reconhecimento a todo o trabalho da vida, um grande compromisso para continuar defendendo nossa música cubana. Estou muito feliz, muito grata, vou estar aqui enquanto tiver um pouco de voz porque da minha vida, do meu coração, tudo o que emerge é a música».