ÓRGÃO OFICIAL DO COMITÊ CENTRAL DO PARTIDO COMUNISTA DE CUBA
Carlos Acosta, fundador da Companhia Acosta Danza. Photo: Alberto Borrego

A prestigiada revista estadunidense Dance Magazine concedeu o Prêmio 2020 ao bailarino cubano Carlos Acosta, como reconhecimento à sua brilhante trajetória na cena internacional e o compromisso com o desenvolvimento da dança em seu país.

Considerado, desde a sua criação, em 1954 como um dos galardões mais valorizados nesse âmbito em escala planetária, Acosta é o terceiro cubano a merecer tão alta distinção, recebida em 1958 pela grande Alicia Alonso e em 2004 por José Manuel Carreño.

Ao dar a conhecer o prêmio, a revista sublinhou como Acosta, além de dançar com algumas das companhias mais famosas do mundo, como o The Royal Ballet, o American Ballet Theatre e o Houston Ballet, contribuiu com relevantes coreografias –Dom Quixote, Carmen e Guys and Dolls para o palco do West End londrino – e prolonga atualmente sua liderança com a companhia Acosta Danza, fundada em Havana em 2016, e o Birmingham Royal Ballet, de Inglaterra, onde assumiu a direção artística em janeiro passado.

Acosta detém o Prêmio Nacional de Dança 2011 e o Benois 2011, e foi galardoado, em 2014, com o Prêmio Nacional da Dança no Reino Unido, e em 2018 o Queen Elizabeth II Coronation Award, que outorga esse país, chegou a suas mãos.

Os prêmios deste ano também foram para as estadunidenses Debbie Allen, conhecida por protagonizar as duas versões da fita Fama; Camille A. Brown, coreógrafa que destaca por inserir a herança africana na dança contemporânea; Laurieann Gibson, notável pelas suas contribuições a espetáculos ao vivo e vídeoclipes de Michael Jackson, Nicki Minaj e Lady Gaga; e Alonzo King, coreógrafo e diretor fundador da companhia Lines Ballet, com quase quatro décadas de existência.

Não foi casual que os premiados da edição de 2020 reflitam na for da pele a pigmentação de seus ancestrais africanos. Nesse sentido, Dance Magazine liderou o veredicto com as seguintes palavras: «Neste ano, à luz das profundas reflexões sobre a equidade racial inspiradas no movimento Black Lives Matter, o comitê de seleção determinou examinar de perto exatamente a quem honrou a revista durante as últimas sete décadas. Como era de esperar, a lista é esmagadoramente branca. Embora se tenha tornado mais diverso nos últimos anos, muitos artistas brilhantes negros ficaram fora durante demasiado tempo».