ÓRGÃO OFICIAL DO COMITÊ CENTRAL DO PARTIDO COMUNISTA DE CUBA
Foto: Biblioteca Nacional José Martí

Séculos de história aguardam aqueles que com apetite insaciável devoram o conhecimento protegido na Biblioteca Nacional José Martí de Cuba, testemunha de acontecimentos marcantes para os destinos da cultura cubana, e declarada Monumento Nacional nesta quarta-feira, 30 de junho.

Levando em consideração o valor histórico, artístico, ambiental e social desta construção civil que faz parte do centro político-administrativo do país e um dos espaços públicos mais significativos para os cubanos, o Conselho Nacional do Patrimônio Cultural a reconheceu com tal condição, por ocasião do 120º aniversário da sua fundação.

Este santuário do conhecimento e da biblioteconomia possui um relevante patrimônio documental que contém mais de quatro milhões de exemplares de livros, revistas, jornais, mapas e imagens em coleções que datam dos séculos XV ao XXI. Tudo isso graças a um excelente programa de gestão que tem permitido a preservação do patrimônio, ao mesmo tempo em que facilita a preservação, a pesquisa e a divulgação da produção cultural e científica do centro.

Por sua localização e excelência arquitetônica, está na memória de várias gerações de cubanos, e como edifício é caracterizado por um desenho funcional, onde coexistem obras de arte de elevado valor artístico.

No ato da declaração, com a presença de Kenelma Carvajal, vice-ministra da Cultura, e de Sonia Virgen Pérez Mojena, presidente do Conselho Nacional do Patrimônio Cultural, Omar Valiño, diretor da Biblioteca Nacional José Martí, afirmou que esta instituição está entre «as profundas riquezas de Cuba que habitualmente não vemos e que defende absolutamente os valores supremos que este país construiu ao longo dos séculos».

«Aqui«, disse, «é feito um trabalho cultural que tenta constantemente iniciar e voar aquele conhecimento que nunca se acaba, ou depositado em um lugar apenas com o desejo de que ali pertença».