
«Os escritores e artistas cubanos repudiam todas as tentativas de desqualificar a trajetória poética e humana de Nancy, e expressamos nossa solidariedade e apoio à ilustre criadora. O ódio nada pode fazer contra a poesia e a cultura cubanas», disse o intelectual Alberto Marrero, presidente da Associação de Escritores da União Cubana de Escritores e Artistas (Uneac), denunciando em 31 de maio, no Salão Villena da instituição, acompanhado por várias gerações de autores e artistas, «a campanha difamatória contra a poeta e ensaísta Nancy Morejón, uma das vozes mais destacadas e reconhecidas da poesia cubana, vencedora do Prêmio Nacional de Literatura em 2001».
«Nas últimas horas,espaços digitais apoiados por aqueles que aspiram a subverter a ordem social que a grande maioria dos cubanos adotou livremente ecoaram essa campanha contra a poetisa», que foi convidada para o Mercado de Poesia 2023 em Paris.
«Pessoas que estão do lado daqueles que odeiam e desfazem, pressionaram os organizadores do evento para privar a escritora do status de Presidente Honorária do evento, que faz jus a uma obra de ressonância internacional. Para conseguir isso, o Pen Club francês e alguns de seus seguidores usaram chavões desgastados em seus ataques a artistas e intelectuais que moram e trabalham entre nós, cuja lealdade e dedicação ao seu povo e à sua cultura eles não perdoam».
O Festival Internacional de Poesia de Havana também condenou a guerra cultural e de comunicação contra Cuba e sua Revolução, que agora está atacando essa proeminente intelectual.
O Movimento Mundial de Poesia, do qual Morejón faz parte, emitiu uma declaração na qual «pede o repúdio a esses atos contra a cultura cubana e contra qualquer manifestação artística de qualquer país do mundo». O suposto "pecado" de Nancy foi o de «viver e trabalhar em Cuba e defender a Revolução Cubana».
O Movimento pede à comunidade internacional que repudie a situação que, «diante de uma onda de mediocridade e extrema politização, enfrentam os artistas cubanos que saem da Ilha para desenvolver seu trabalho, uma prática que ofende e tenta humilhar todos os artistas que, fiéis a seu povo, estão ao seu lado, diante da investida imperial e da guerra econômica, financeira, comercial, midiática, diplomática e cultural empreendida pelos Estados Unidos da América contra a pequena ilha socialista do Caribe».




