
Mais uma vez a poeta e ensaísta Nancy Morejón mostra sua lealdade à Revolução Cubana, uma das razões pelas quais os organizadores do 40º Mercado de Poesia de Paris lhe retirarama presidência honorária do evento, seguindo as vozes de setores anticubanos que a acusaram de fazer isso.
«Sou uma criatura da Revolução Cubana, um compromisso que assumo sem questionar o adotado por outros», disse em 7 de junho, em entrevista à Prensa Latina a vencedora do Prêmio Nacional de Literatura de 2001, que o aceitou «porque esse processo liderado por Fidel Castro abriu um amplo espaço para camponeses e trabalhadores».
A crítica literária e tradutora, para quem não existem rancores ou ódios, mas sim os valores supremos do amor, da amizade e da paz, insistiu em seu direito de defender causas justas e que a cultura não deve ser invadida por ideias fascistas ou racistas.
Aproveitando sua estada em Paris, a associação Cuba Coopération France (CubaCoop) convidou Nancy para ser a madrinha do primeiro festival de cinema cubano na cidade de Vitry-sur-Seine, um gesto que a poetisa aceitou. O evento, que será realizado na região de Paris, ocorrerá de 17 a 24 de junho, de acordo com o presidente do evento, Víctor Fernández.
De acordo com Fernández, a presença de Morejón, que disse que não participará das atividades do Mercado da Poesia, será motivo de orgulho e uma oportunidade para ela dialogar com intelectuais, amigos da Ilha e o público em geral. Além da exibição de filmes como El Benny, Fresa y Chocolate, El Mayor, Conducta, Esther en alguna parte e Boccaccerías habaneras, haverá exposições e um encontro no último dia em solidariedade à Ilha maior das Antilhas e contra o bloqueio dos EUA.




