ÓRGÃO OFICIAL DO COMITÊ CENTRAL DO PARTIDO COMUNISTA DE CUBA
O diretor ativo mais experiente no beisebol cubano já pode exibir em suas vitrinas o troféu do clássico das bolas e strikes. Photo: Ricardo López Hevia

BAYAMO, Granma.— Os deuses do beisebol tem premiado finalmente Carlos Martí com um título. O diretor ativo mais velho do beisebol cubano já pode exibir em suas vitrines o troféu do clássico das bolas e strikes, depois de vencer os Campeões de Ciego de Ávila na final pelo título da 56º Campeonato Nacional.

Calmo, preciso e motivador, o estrategista de 68 anos norteou os Alazanes de Granma em uma temporada na qual, no começo, não tinham muitas predições que os colocaram entre os favoritos. «Não nos víamos com possibilidades de ser cam-peões até que vencemos o time Matanzas. Quando não fomos com desvantagem com placar de 2-3 era complicado, mas se conseguiu a façanha», asseverou-nos o diretor oriental, emocionado pelo triunfo.

«Sinto alegria total, porque se trabalha procurando um objetivo e temos conseguido isso, ganhar o campeonato depois de tantos anos. A província realizou um grande esforço nos últimos anos por me-lhorar o beisebol, com o apoio das autoridades, e merece festejar de forma marcante», acrescentou Martí, que regeu com perfeição um grupo de jogadores com experiência e outros de recente ingresso.

«Enfrentamos uma renovação após a saída de vários jogadores de valor por diversos motivos. Isso fez com que realizássemos um trabalho tático mais profundo no coletivo, com ênfase em questões defensivas, a mistura ao redor de segunda base, a posições do diamante, além do arremesso, que nos ajudou muito para vencer a primeira fase», destacou o experiente, dotado na seleção dos reforços.    

Quando lhe perguntamos acerca da seleção de Frank Camilo, Laza, Lahera, Yoalkis e demais jogadores, não pôde fazer outra coisa que sorrir, lembrando a grande fortuna que teve naquelas seleções: «Foi minha vez pedir primeiro duas vezes e isso me favoreceu, pude selecionar justo o que precisava. Nós fizemos uma análise, o coletivo técnico localizou as deficiências que tínhamos e nos empenhamos em erradicá-las.          

«Também, eles se adaptaram muito bem desde o princípio, tanto os reforços da segunda fase quanto nos playoffs, porque Manduley, Paumier e Entenza, que nos ganhou três jogos na etapa classificatória, foram as chaves nestes jogos importantes», asseverou Carlos Martí, que agora, terá o grande desafio de concorrer no Campeonato do Caribe de Culiacán, México, desde 1 até 7 de fevereiro.

«Representar Cuba é muito importante, tanto para mim quanto para muitos jogadores que nunca tiveram a oportunidade de concorrer em certames internacionais. Sabemos o nível do Campeonato do Caribe, mas vamos lá com o espírito de ter o bom desempenho e obter uma colocação relevante, assevero-lhes».