ÓRGÃO OFICIAL DO COMITÊ CENTRAL DO PARTIDO COMUNISTA DE CUBA
O treinador da equipe nacional Filiberto Azcuy assinala que a luta cubana dispõe de jovens de nível muito elevado. Photo: Ismael Batista

SANTIAGO DE CUBA.— Conversar com Filiberto Azcuy é receber uma lição sobre o estado atual da luta greco-romana. Sempre se mostra franco, direto, sem temor a emitir critérios sobre uma disciplina a qual este duplo campeão e treinador da equipe Cuba dedicou a maior parte de sua vida.

Como avalia a luta greco neste evento em casa?

«A luta greco tem muito boa saúde. Neste Campeonato Nacional a maioria dos participantes é bastante jovem, pelo qual contamos com uma canteira de nível muito elevado. O evento decorreu com poucos erros na arbitragem, penso que os juízes também merecem um reconhecimento».

Na equipe nacional o senhor é responsável pela divisão dos 98 kg. Qual é o estado de saúde do meda-lhista de prata olímpico Yasmani Lugo?

«Depois de Yasmani não existe ninguém que sobressaia, ainda que temos uma boa base na equipe. Ele arrasta uma lesão desde o Grand Prix da Espanha (junho do ano passado) e assim competiu nos Jogos Olímpicos do Rio, contudo, o coletivo médico considera que para o torneio Granma-Cerro Pelado possa estar recupe-rado».

As mudanças no regulamento da luta greco que potenciam o combate em pé, ajudam a Yasmani Lugo?

«Foram como anel no dedo, assim temos a possibilidade de que ele ganhe uma ou duas vezes a coroa nos mundiais e possa combater pela medalha de ouro em Tóquio 2020».

Voltando ao Campeonato Nacional. De todas as figuras que viu, quais lhe surpreenderam?

«Nos 59kg combateram vários com qualidade, mas captou minha atenção o medalhista de prata Janier Almenares, de Santiago de Cuba. Não era membro da equipe nacional, embora treinava como convidado no Cerro Pelado com frequência. Agora fará parte de nosso colectivo. Nos 80kg me agradou o atleta de Ciego Ávila Héctor Hernández; em cada divisão observei até três atletas de nível. Não podemos levá-los todos à equipe grande, porque não temos matrículas. Isto se resolveria se contássemos com uma Escola de Aperfeiçoamento Atlético (Espa) nacional.