ÓRGÃO OFICIAL DO COMITÊ CENTRAL DO PARTIDO COMUNISTA DE CUBA
Yunidis Castillo conquistou a primeira medalha cubana no Rio. Photo: Armando Hernández

SANTIAGO DE CUBA.— «Minha recuperação é longa, pensaram que devia ser operada, mas evitei o quirófano graças a um implante de células mães; por esse procedimento a melhoria é mais lenta», disse nesta cidade Yunidis Castillo, múltipla campeã e recordista paraolímpica e mundial.

Conhecida como «A filha do vento», a velocista da categoria T-47 (membro superior amputado) teve que se retirar das competições dos Jogos Paraolímpicos do Rio de Janeiro 2016, onde conseguiu medalha de prata em salto em distância, mas depois se lesou.

«Foi uma ruptura muscular grau quatro na coxa dianteira esquerda, desprendeu-se o músculo desde a espinha ilíaca, estou focada na recuperação, não quero me apressar, provavelmente não possa participar do Campeonato Mundial de Londres, em julho próximo», explicou Castillo.

«Sofri muito por não poder terminar meu evento olímpico, preparei-me muito bem, sabia que qualquer coisa podia acontecer, pois levava um tempo lastimada», acrescentou. «Quando não consigo triunfar me sinto mal, mais por aqueles que me seguem que por mim, gosto de que a gente desfrute o que eu faço, por isso sempre me esforço», expressou.

Sobre o atual quadriênio competitivo e os Jogos Paraolímpicos Tóquio 2020, a atleta de Santiago de Cuba referiu que seu critério ia deixá-lo em suspenso por enquanto.

«Não devo correr a uma intensidade que me possa lastimar, estou assistindo ao ginásio, a recuperação leva muito fortalecimento em minha perna, porque, ao ser a lesão na coxa, o tom muscular se perde pelo tempo que levo sem fazer nada e o próprio tratamento médico», afirmou Castillo.

«Recobrarei a forma de minha perna, o tom que ela normalmente tinha. Meu filho Gabriel é minha inspiração, o motor impulsionador de minha vida, agradeço ao povo de Cuba e, especialmente, ao de Santiago, todo seu carinho, que esperem sempre o melhor de Yunidis, desejo-lhes muitas coisas bonistas neste ano 2017», concluiu. (ACN)