ÓRGÃO OFICIAL DO COMITÊ CENTRAL DO PARTIDO COMUNISTA DE CUBA
Filiberto Delgado assumirá uma nova responsabilidade dentro da luta cubana. Photo: Ismael Batista

SEM dúvida, Filiberto Delgado constitui um dos estrategistas mais destacados das últimas décadas, na luta cubana. Portanto, a Federação Cubana deste esporte tem razões demais para lhe entregar a diretoria da equipe nacional feminina de luta a este técnico, natural da capital da Ilha.

Nascido no município Marianao, o «Puly» — como é alcu-nhado popularmente — no seu desempenho tem a experiência de ter regido, durante 12 anos (1996-2008) a equipe masculina do estilo livre, que representou nosso país em certames internacionais. Sob sua direção, formaram-se figuras bem co-nhecidas, como o campeão olímpico de Atenas 2004, Yandro Quintana, ou Ivan Fundora, também premiado nesses certames. Filiberto acompanhou Fundora desde as categorias escolares e agora o ex-lutador faz parte do seu coletivo técnico.

Delgado assume esta responsabilidade, após ter cumprido um contrato na Itália.

Neste momento, devido à juventude de suas atuais lutadoras, considera que suas melhores armas são o rigor nos treinos e a disciplina.

«Nossas principais projeções para esta temporada são estabelecer as bases que nos permitam começar com sucesso o presente ciclo olímpico. A equipe nacional possui uma matrícula de 20 alunas, que têm uma média de idade de 19,4 anos, um coletivo muito jovem e com grandes perspectivas».

«Esperamos ter um bom desempenho nos próximos Jogos Centro-americanos e do Caribe de Barranquilla 2018 e nos Jogos Pan-americanos de Lima 2019, bem como conseguir a classificação de várias atletas para as olimpíadas de Tóquio 2020. Nesta temporada — qualificada por nós como o ‘ano morto’, dentro do quatriênio — vamos começar um trabalho intenso em todos os aspectos técnico-táticos», explicou o experiente treinador.

Como acolheu a notícia de assumir a direção da equipe nacional feminina, após Elio Garraway?

«É uma experiência nova que nos desafia a continuar trabalhando para colocar o nome da luta feminina no topo. O trabalho de Elio foi excelente. Foi ele quem conseguiu formar esta geração de novos atletas e o que nos resta é continuar a obra que ele realizou».

Quais seriam as atletas de referência dentro da equipe nacional?

«Nossa lutadora de melhor desempenho é Yaquelin Estornell (63 quilos), da província de Guantánamo. Também temos Yudaris Sánchez (69 quilos), da província de Ciego de Ávila, uma atleta de 20 anos com muitas perspectivas para este ciclo. Elas são as duas principais, apesar de tudo o que pudermos conseguir com outras durante a presente temporada».

Qual é o estado atual de Liset Echevarría (75) e Katerine Videaux (69)?

«Neste momento, Liset está grávida, é muito difícil que ela possa continuar conosco neste ciclo olímpico. Respeito a Katerine, estamos ainda na análise, porque tem uma lesão no cotovelo e será operada. Pelo momento, o objetivo é manter-nos trabalhando com estas atletas jovens».

Como avaliou o recém concluído Campeonato Nacional?

«Foi um evento de grande nível qualitativo, sobretudo, com as concorrentes mais novas, com as quais é preciso traba-lhar muito para continuar melhorando os resultados na luta feminina».

O senhor mencionou que o empenho imediato é o Campeonato Mundial de Juniores, em Tampere, Finlândia, no mês de agosto?

«Neste momento nossos máximos esforços se concentram no Campeonato Mundial de Juniores; queremos que estas promessas de agora cheguem à categoria sênior com uma base sólida, com alguns resultados em certames internacionais, que lhes permitam ter resultados no nível dos seniores.