ÓRGÃO OFICIAL DO COMITÊ CENTRAL DO PARTIDO COMUNISTA DE CUBA
O diretor do Instituto de Medicina Esportiva, Pavel Pino, comentou que apesar de resultar complexo o novo contexto em que se desenvolve a administração do presidente Donald Trump, conhecemos que os centros científico-esportivos, dos Estados Unidos, mantêm seu interesse de trabalhar com o movimento esportivo cubano.

O movimento esportivo cubano não é alheio às dificuldades ao seu normal desenvolvimento do bloqueio econômico, comercial e financeiro que impõe a Cuba, há mais de cinco décadas, o governo dos Estados Unidos.

No dia 19 de outubro, funcionários do Instituto Cubano de Esportes (Inder) deram a conhecer, em uma entrevista coletiva, realizada no salão de atos Adolfo Luque, no estádio Latinoamericano, de Havana, as inúmeras e contínuas afetações que esta medida arbitrária e desumana ocasionou e ocasiona à prática de todos os esportes na Ilha maior das Antilhas, nestes últimos 59 anos.

Uma das disciplinas que maior dificuldade tem é o beisebol, já que um número considerável de equipamentos necessários para sua prática é fabricado nos Estados Unidos e não pode ser adquirido nesta nação vizinha, o que obriga as entidades esportivas cubanas a importar estes equipamentos através de terceiros países, encarecendo o custo e demorando a chegada ao país, por causa do transporte.

Por exemplo, a compra de chuteiras 3N2 e outros tipos de calçados especializados para o beisebol foram concretizados, nos últimos meses, mediante um contrato com uma empresa mexicana, por US$114.489. Caso essa compra tivesse sido feita nos Estados Unidos seriam poupados US$ 22.789. Para o Campeonato Nacional foram importadas 14 mil bolas japonesas Mizuno, a um custo de US$ oito em cada uma, podendo obter bolas Rawlings norte-americanas, em um mercado mais próximo e por apelas cinco dólares cada uma.

O falecido Teófilo Stevenson, considerado um dos grandes do boxe da Ilha maior das Antilhas, será uma das figuras homenageadas durante a Função de Gala do Boxe Cubano. Photo: Archivo

Segundo o diretor de asseguramento do Instituto Nacional de Esportes, Educação Física e Recreação (Inder), Manuel Trobajo, nos últimos anos a importação de bolas dos Estados Unidos, que são utilizadas nas áreas esportivas, diminuiu consideravelmente, ao ponto de existirem apenas cinco bolas em cada instalação. «É muito difícil adquirir acessórios esportivos nos Estados Unidos para o desenvolvimento na base, nas escolas esportivas nas seleções nacionais», asseverou Trobajo. E acrescentou que os outros mercados são fundamentalmente países da Europa e da China, onde o custo destes artigos sempre ultrapassa os que podem ser comprados nos Estados Unidos.

Outra especialidade que sofre as consequências de mais de meio século de absurda política é no setor da docência, pois existem dificuldades para a troca académica científico-esportiva entre instituições estadunidenses e a parte cubana para a realização de congressos internacionais, workshops, trocas práticas e outras modalidades de superação.

Em relação a este tema, o diretor do Instituto de Medicina Esportiva, Pavel Pino, comentou que apesar de resultar complexo o novo contexto em que se desenvolve a administração do presidente Donald Trump, contudo conhecemos que os centros científico-esportivos dos Estados Unidos mantêm seu interesse de trabalhar com o movimento esportivo cubano em quaisquer de suas áreas temáticas, mostrando que o bloqueio é rejeitado pelos próprios estadunidenses.

Durante o próprio encontro entre a imprensa esportiva e o Inder foi ratificada a realização de realizar a Função de Gala do Boxe Cubano, que teve lugar, no encerramento desta edição, na sala de cinema-teatro Astral, na capital. A atividade foi dividida em sete momentos e no primeiro deles se prestou homenagem ao líder da Revolução Cubana Fidel Castro Ruz, ao tricampeão olímpico Teófilo Stevenson e ao professor de várias gerações de boxeadores, Alcides Sagarra.