ÓRGÃO OFICIAL DO COMITÊ CENTRAL DO PARTIDO COMUNISTA DE CUBA
Alfredo Despaigne. Photo: Ricardo López Hevia

SEM dúvida. Alfredo Despaigne foi escolhido pela Diretoria Nacional do Beisebol (DNB) como o melhor jogador de beisebol cubano de 2017, reconhecendo sua extraordinária temporada, tanto com o time de Granma (Alazanes) quanto com o time Fukoka SoftBank Hawks no Japão, ambos campeões de seus respectivos torneios.

O rebatedor cubano tornou-se líder indiscutível da equipe campeã da Pacific League, a de maior ofensiva no beisebol japonês, que conta com rebatedor designado. Os 35 home runs e 103 carreiras impulsionadas por ele, tornaram-no o mais destacado entre muitos jogadores estrelas.

Nos jogos da prorrogação do 56º Campeonato Nacional seu desempenho como quarto rebatedor do time Granma foi determinante, no primeiro triunfo deste time na história dos campeonatos nacionais.

Despaigne já leva quatro anos no beisebol japonês, caracterizado por seu extraordinário desempenho nos treinos e o rigor nos jogo de uma longa temporada, que se estende até 143 jogos na fase de classificação, sem incluir os da prorrogação. Ele jogou em 418 encontros, com 1.488 turnos com o bastão, 405 rebatidas, 89 home runs, 290 corridas impulsionadas, 272 de média, 502 de slugging percentagem e 356 de média em base conseguidas.

Como foi possível que um jogador latino, com costumes diferentes das asiáticas, se tornasse ídolo na cidade de Fukoka, sede do SoftBank?

Muita disciplina e força de vontade. Completando quatro anos da sua chegada a esse mundo se propôs trabalhar com dedicação. Ele mesmo disse em uma ocasião que o começo foi difícil por que os japoneses consideram o beisebol um esporte sério. Chega-se ao estádio às 12h00, seis horas antes do jogo, e se treina por intervalos.

Só ele, um homem corajoso, foi capaz de enfrentar a distância de sua família, hábitos de vida diferentes e dedicar-se totalmente a sua profissão. Acho que seu grande sucesso foi a adaptação aos arremessadores japoneses — os segundo melhores do mundo — de tal modo que no passado 4º World Classic, Alfredo rendeu mais que seus companheiros.

O primeiro jogador cubano que jogou no Japão foi Roberto Barbón, representando a província de Matanzas, em 1955. Depois, jogaram outros que vinham das Major Leagues: Lorenzo Fernández, Román Mejías, Tony «o Haitiano» González, Zoilo Versalles, Orestes Destrade e outros mais. Nenhum surpreendeu tanto a torcida japonesa como Despaigne, com tamanha força nas rebatidas e humildade em seu coração.

DESPAIGNE NO JAPÃO 2017

-136 Jogos

- 478 turnos com o bastão

- 66 corridas marcadas

- 125 hits

- 262 Média

- 15 Rebatidas duplas

- 35 Home Runs (primeiro)

- 103 corridas impulsionadas (primeiro)

NO 56º CAMPEONATO NACIONAL

- 15 Jogos

- 39 turnos com o bastão

- 14 corridas marcadas

- 11 Hits

- 282 Média

- 5 Home Runs

- 18 corridas impulsionadas

- Jogador mais valioso da final

NO 4º WORLD CLASSIC

- 6 Jogos

- 19 turnos com o bastão

- 6 corridas impulsionadas

- 9 Hits

- 474 Média

- 3 Home Runs

- 6 corridas impulsionadas

OUTROS DESTACADOS

O treinador Carlos Martí foi o melhor em seu desempenho, junto aos campeões nacionais (Alazanes). Jorge Niebla, o árbitro destacado, foi reconhecido também pela Confederação Mundial de Beisebol-Softbol.

Na categoria júnior destacam César Prieto e Yorbert Sánchez, o melhor de 2017 e novato de 2017, respectivamente. A lista dos dez melhores foi formada por: Yurisbel Gracial (MTZ), Lázaro Blanco (GRA), Liván Moinelo (PRI), Roel Santos (GRA), Yordan Manduley (HOL), Alexander Ayala (CMG), Miguel Lahera (ART), Carlos Benítez (GRA), Frank Camilo Morejón (HAB) e Yordanis Samón (HAB).