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ÓRGÃO OFICIAL DO COMITÊ CENTRAL DO PARTIDO COMUNISTA DE CUBA
Em 2017, Andy Cruz (à esquerda), nos 64 quilos, ficou invicto durante as competições nacionais e internacionais efetuadas. Foto: Ariel Cecilio Lemus Alvarez de la Campa

O boxe cubano teve um brilhante ano 2016, igualmente o ano 2017 pode ser qualificado de bem-sucedido neste esporte, que tem no presente 2018 um amplo calendário de eventos, permitindo, provavelmente, reviver as alegrias que se conseguem repetidamente e que a partir de 2011 aumentaram.

Na contramão do credo popular, que considera de menos nível o primeiro ano do ciclo olímpico, no caso do boxe cubano foram 12 meses de grandes rivalidades e excelente nível competitivo no decurso de 2017, tanto na 7ª World Series Boxing (WSB), o certame pan-americano, quanto no Campeonato Mundial dessa disciplina.

O chefe da equipe de treinadores, Rolando Acebal, sob o nome Domadores de Cuba, teve um caminho escabroso na WSB, enfrentando vários boxeadores que ganharam medalhas olímpicas no Rio 2016, como é o caso de Yosbani Veitía (Sancti Spíritu) no combate pelo bronze contra o venezuelano Yoel Finol, nos 52 quilos; Roniel Iglesias (Pinar del Río) contra o medalhista de prata olímpico Shakhram Giyasov, do Uzbequistão, no 69 quilos; ou o combate nos 81 quilos entre Julio César La Cruz e o também uzbeque Bektemir Melikuziev, vice-campeão olímpico em Rio 2016, nos 75 quilos.

Estes são só três exemplos de boxeadores estrangeiros de grande qualidade que se destacaram na WSB e se enfrentaram aos da Ilha maior das Antilhas. Para os Domadores, foi um teste crucial que, de modo geral, venceram apesar de várias derrotas como visitantes. Contudo, na sede da Cidade Esportiva os cubanos foram imbatíveis, consolidando seu caminho para a grande final contra os Astaná Arlans, do Cazaquistão.

Apesar de não ter conseguido o triunfo em 2016, a segunda colocação na WSB destaca Cuba como a única nação que passou consecutivamente à final em suas quatro participações. Este fato deve ser considerado como sinônimo de firmeza e estabilidade nos resultados do time cubano, além da qualidade inquestionável de vários boxeadores. O trabalho coletivo tornou possível, nestas quatro edições da WSB, a obtenção, em duas ocasiões, da primeira colocação e duas segundas colocações.

No mês de junho, os boxeadores cubanos participaram da fase classificatória continental em Honduras, conseguindo oito medalhas de ouro, duas de prata e dez vagas para o Campeonato Mundial de Hamburgo, Alemanha, evento principal de 2017.

Neste evento foi conseguida uma atuação de destaque, com cinco títulos mundiais e duas medalhas de prata, para preservar a Coroa Mundial por equipes obtida no torneio do Qatar 2015. Aliás, serviu de ajuda, pois no Rio 2016 a representação do Uzbequistão obteve no boxe olímpico a primeira colocação por nações.

Na Alemanha também marcaram presença homens de boxe excepcional como Hasanboy Dustmatov (49 quilos), do Uzbequistão, vencedor da medalha de ouro no Rio de Janeiro. Um fora-de-série como o campeão olímpico e mundial, o russo Yevgueni Tishchenko (91 quilos), também foi com a força de seus punhos para Hamburgo. Por sua parte, o francês Sofiane Oumiha (60 quilos), vice-campeão olímpico, participou do Campeonato Mundial procurando atingir o mais alto do pódio. Em presença de lutadores desta categoria os cubanos concorreram e, como se percebeu no certame, os antilhanos foram mais favorecidos nos combates neste máximo nível.

O ano 2018 começou, e uma nova versão da WSB se aproxima, para recomeçar em 2 de fevereiro, no momento em que os Domadores enfrentem em Havana os Heroicos da Colômbia. A meta para o time é, como mínimo, participar de sua quinta final.

Além da WSB, será realizado no México o certame regional de classificação rumo aos Jogos Centro-americanos e do Caribe de Barranquilla, cidade onde o boxe cubano se propõe conseguir quase a totalidade dos títulos e contribuir para que Cuba atinja a primeira colocação no placar de medalhas, uma aspiração que será muito difícil de materializar, pois se prevê grande rivalidade com os anfitriões e a representação do México.