ÓRGÃO OFICIAL DO COMITÊ CENTRAL DO PARTIDO COMUNISTA DE CUBA
Puello sempre destaca a qualidade e esforço dos jogadores cubanos. Photo: Ricardo López Hevia

GUADALAJARA.— Na família da Caribbean Series, um sonho anda na cabeça dos jogadores, jornalistas, e também dos federativos. Uma das frases mais recorrentes entre aqueles que participam cada ano dessa festa é: «queremos que tenha lugar uma Caribbean Series em Cuba».

Juan Francisco Puello Herrera, que há 26 anos é o presidente da Confederação de Beisebol do Caribe, tornou possível, em 2014, que Cuba retornasse à edição de Ilha Margarita, na Venezuela, uns dos certames que mais deseja tornar realidade esse desvelo.

«Você sabe muito bem que meu sonho é que a Caribbean Series possa ter lugar em Cuba, no estádio Latinoamericano. Eu a imagino, seria um espetáculo que não quero perder. Não gostaria de deixar o cargo sem concretizar esse desejo», disse à imprensa cubana.

Quando se pode tornar realidade?

«Conhecemos que há alguns problemas para solucionar, mas que, do ponto de vista político, torna-se um grande problema».

Para atualizarmo-nos, o tema ou grande problema a que se refere o presidente da Confederação, acontece porque este é um torneio do programa de inverno da Major League Baseball (MLB ou Liga Principal de Beisebol, nos EUA), quer dizer, essa organização do beisebol comercial dos estadunidense tem a ver com o certame, que junta no mês de fevereiro os campeões das ligas de inverno do Caribe e o certame que se faz aqui tem ligação com a MLB».

Fazemos a pergunta a Puello se particularmente preferia uma equipe cubana nessa sonhada versão no Latinoamericano.

«Eu tenho que ser imparcial, posso ter um problema, também grande, se eu digo a equipe que desejaria que representasse Cuba nesse anelo. Porém, vocês sabem qual é o nome da equipe que gostaria de ver no calendário da Caribbean Series, começa com I», asseverou com um sorriso que delatava sua preferência pelo time Industriales. Mas, afinal o diretivo ou federativo, é um ser humano, homem que gosta do beisebol, e é normal que externe suas emoções.

Indagando pelo desenvolvimento do torneio no estado de Jalisco, comentou que «é um grande evento, com muito esforço dos jogadores. Pudemos trabalhar com suficiente tempo e antecipadamente e conseguimos uma excelente competição em um estádio moderno, maravilhoso».

Tinha pendente perguntar-lhe acerca da tentativa de incrementar o número de times na Caribbean Series. O senhor fez um comentário acerca da possível incorporação de times asiáticos.

«É algo que levamos em conta e continuamos com a ideia, mas até hoje não há nada concretizado. Sim, seria preciso mudar o programa, pois aumentariam os jogos».

Há dois anos, falou-se do Panamá a da Colômbia como integrantes da família da Caribbean Series.

«Sim, e não abrimos mão disso, são planos de crescimento que devem ser estudados. Por exemplo, devemos reunir-nos e valorizar com cada Liga que participa de nossos certames as possibilidades que têm de encurtar ou terminar com antecipação seus torneios, de forma que o tempo nos dê. Com o programa atual, a Caribbean Series, terminará em fevereiro e posteriormente começará o programa da Major League, com a pré-temporada de primavera.

Referiu que, caso se concretizar o acordo com as Ligas participantes o crescimento poderia ser efetivo e, também, contar com programas mais amplos. Isso possibilitaria estressar menos as equipes na Caribbean Series e aumentaria o nível do espetáculo, pois o torneio duraria mais.

As opiniões de Puello são as mesmas que deu o profissional porto-riquenho Candi Maldonado; mas também pensa dessa forma o experiente jornalista dominicano de ESPN Enrique Rojas, quem nos asseverou que o Latino ficaria lotado de bom beisebol e de um gosto latino inconfundível. Sebastian, um fiel fã dos Tomateros de Culiacán, disse que caso sua equipe não classificar, apostará nos Alazanes de Granma, alegou que caso houver uma Caribbean Series em Cuba, antecipem a notícia, para chegar primeiro.

Puello quis tirar-se uma foto com os jornalistas cubanos antes de continuar arremessando no jogo de softbol entre jornalistas e federativos presentes aqui em Jalisco. E com o mesmo sorriso, despediu-se sugerindo uma frase: «a gente se vê em Cuba».