ÓRGÃO OFICIAL DO COMITÊ CENTRAL DO PARTIDO COMUNISTA DE CUBA
Nas barreiras e nos saltos, Yorgelis considera que pode obter mais pontos. Foto: Rodolfo Blanco Cué (AVN)

CAMAGUEY.— Uma dose sumamente efetiva de velocidade, força, resistência e competitividade converge em Yorgelis Rodríguez, a que faz parte de sua bem-sucedida trajetória que a coloca, hoje em dia, como a rainha das provas combinadas do atletismo cubano.

No recém finalizado Campeonato Mundial de atletismo indoor, demonstrou isso, atingindo a terceira colocação no pódio na disciplina de pentatlo, que a encheu de glória.

Como valoriza o desempenho no certame inglês?

«No começo fiquei nervosa, porque era minha primeira competição indoor, meu primeiro pentatlo, mas, aos poucos, consegui superar isso e pôr toda minha vontade e atitude, para realizar da melhor forma possível as disciplinas».

«Em quatro das cinco disciplinas (800 metros, 60 metros com barreiras, salto em altura e arremesso de peso) melhorei minhas marcas pessoais. Só no salto em distância não o consegui, saltei 6,15 metros, pois meu melhor salto é de 6,50 metros, mas fico contente com o resultado e além da medalha de bronze, que é o melhor resultado de Cuba em provas combinadas em um certame indoor, bati o recorde nacional, com um total de 4.637 pontos».

Quem é Yorgelis Rodríguez?

«Sou uma garota de Guantánamo, de 23 anos, nascida no município de El Salvador. Ainda menina, pratiquei tudo quanto pude: taekwondo, ginástica… até futebol, mas tinha pouca flexibilidade. Um dia, um professor percebeu meu aspecto físico e me aceitou para treinar atletismo».

«Obtive três medalhas nos Jogos dos Pioneiros, antes de entrar na Escola de Iniciação Esportiva (EIDE) Rafael Freyre, de Guantánamo, e a partir daquele momento sempre treinei para as disciplinas das provas combinadas, consideradas as mais cansativas do esporte rei».

Fale-me daqueles que encaminharam sua carreira esportiva.

«Primeiramente, quero agradecer muito a Ernesto Pérez, meu primeiro treinador, quem me acompanhou sendo menina e é como se fosse um pai para mim. Na EIDE, os treinadores Marisol e María, em fim, todos os que confiaram em minhas possibilidades como atleta».

«Em Havana, fui discípula de Gersin Luis Castro, meu treinador na etapa júnior, com ele obtive medalhas de prata e ouro, nos mundiais para juniores de atletismo, efetuados em Lille, França, em 2011, e Barcelona, Espanha, em 2012. Hoje treino e aprendo muito com Gabino Arzola. Fico muito orgulhosa de ser sua aluna».

Espera desfrutar de uma alegria nos Centro-americanos de Barranquilla?

«Todos esperamos isso. Há pouco concluímos um macrociclo de preparação com bons resultados, pois além de levantar o ânimo e os desejos de triunfar, permite-nos, daqui para frente (até julho), aperfeiçoar os detalhes no aspecto técnico e físico».

Para você quais são as disciplinas mais fortes?

«O salto em altura e o salto em distância, embora neste último ainda não me tenha consolidado totalmente. Acho, como diz meu treinador, que é minha melhor prova, mas não consigo ainda saltar o resultado que esperamos».

Outros detalhes que deva aperfeiçoar?

«Trabalhamos nas carreiras com barreiras e os saltos, pois são os que me permitem somar alguns pontos mais, sem descurar o resto, como o arremesso de peso, o lançamento do dardo e a velocidade, nos quais também posso obter resultados superiores».