ÓRGÃO OFICIAL DO COMITÊ CENTRAL DO PARTIDO COMUNISTA DE CUBA
Embora em Barranquilla o primeiro lugar tenha sido perdido por países, a delegação cubana experimentou grandes momentos esportivos. Foto: Ricardo López Hevia

NO espelho da memória vai ficando o ano de 2018 e, antes de mergulharmos nos desafios e emoções que trará 2019, é justo fazer uma pausa e recapitular sobre os principais eventos esportivos em que os cubanos intervieram, sem esquecer aquelas competições onde, apesar da ausência de times da Ilha maior das Antilhas, a atividade esportiva tornou-se muito importante.

Para Cuba, 2018 foi um ano que os fãs lembrarão em nível global. Nos Jogos centro-americanos e caribenhos de Barranquilla 2018, a delegação nacional perdeu o primeiro lugar da tabela de medalhas nas mãos do México, situação que não ocorria desde Kingston, Jamaica, em 1966, onde os mexicanos dominavam o placar de medalhas, apesar da assistência de Cuba.

Em Barranquilla houve esportes que renasceram em nosso país. Para citar quatro exemplos, podemos lembrar as performances do handebol, hóquei em campo, polo aquático e natação, disciplinas onde nossos homens e mulheres demonstraram um ressurgimento que terá seu próximo teste de fogo nos Jogos Pan-Americanos, em Lima 2019. O próximo objetivo do movimento esportivo cubano é recuperar a segunda colocação do continente, perdida em Toronto 2015.

Do ponto de vista individual, os atletas cubanos deram inúmeras alegrias aos seus seguidores, nos últimos 12 meses. O boxe, com os Domadores de Cuba à frente, ganhou sua terceira coroa na 8ª World Series. A ciclista Arlenis Sierra, da província de Granma, ficou na 12ª colocação no ranking universal da União Internacional de Ciclismo, após obter excelentes resultados em competições de-senvolvidas em circuitos de prestígio nos Estados Unidos, Europa e Ásia, nas que obteve 958 unidades. Outra mulher de sucesso, a judoca Idalys Ortiz, dominou a lista planetária em sua divisão de +78 kg, com 6.390 pontos.

A CONTRIBUIÇÃO DA LUTA

Um esporte que sempre traz medalhas olímpicas e mundiais é a luta e o final de 2018 não foi exceção. No Campeonato Mundial, realizado em Budapeste, Hungria, a delegação da Ilha maior das Antilhas ficou posicionada na 12ª colocação, entre 88 países.

Yowlys Bonne (61 kg), de Guantánamo, na luta livre, obteve o título mundial, enquanto seus companheiros da especialidade, Alejandro Valdés (65 kg), Franklin Marén (70 kg) e a jovem Lianna Montero (55 kg) obtiveram metais de bronze. Na grecorromana, Oscar Pino (130 kg) também terminou na terceira colocação.

O time de futebol masculino se classificou para a Taça de Ouro de 2019. Photo: Ricardo López Hevia

O atletismo é um dos esportes de maior projeção nos próximos dois anos, apoiado por atletas jovens e talentosos. Em 2018, Juan Miguel Echevarría, de salto em distância, proclamou-se campeão mundial indoor; seu compatriota Jordan Diaz levou o máximo de louros no salto triplo no Campeonato Mundial da Juventude em Tampere, na Finlândia, e nos Jogos Olímpicos da Juventude, em Buenos Aires, Argentina.

Entre este grupo de atletas, devemos acompanhar de perto o desempenho do saltador Maykel Vidal (prata em Tampere), de Davisleydi Velazco, no salto triplo, de Silinda Morales no disco e de Yaritza Martínez no martelo, estas últimas três vencedoras das medalhas de bronze na já citada cidade finlandesa.

Entre os atletas consagrados, a que teve as maiores conquistas em 2018 foi Yaimé Pérez, no disco, reconhecida como a melhor atleta feminina do ano em Cuba, graças a uma temporada brilhante. Yaimé, natural de Santiago, ganhou a especialidade para a fenomenal atleta croata Sandra Perkovic, na final da Liga do Diamante, além de conseguir no ano a terceira melhor marca, com um arremesso de 67,82 metros.

O vôlei cubano participou de vários torneios estrangeiros, sem bons resultados. As equipes masculina e feminina participaram dos seus respectivos campeonatos mundiais. Os cubanos terminaram na 18ª colocação entre 24 equipes que participam da lide que se desenvolveu em Itália e Bulgária. A equipe feminina, enquanto isso, ancorou na 22ª colocação, entre 24 times, em um torneio efetuado em solo japonês.

Os torcedores cubanos sonham em ver seus representantes de futebol em uma Copa do Mundo, ou pelo menos observar como seus jogadores entram na fase final de qualificação para o torneio. Por enquanto, essas possibilidades parecem uma quimera; no entanto, o time masculino conseguiu em 2018 sua classificação para a Copa de Ouro da Concacaf 2019. As mulheres, com um time jovem, também avançaram para o torneio mais alto da região, mas depois

caíram em seus três jogos do Grupo B contra a Costa Rica (0-8), Canadá (0-12) e a Jamaica (0-9).

Sempre tem que se falar de beisebol em Cuba. O ano de 2018 refletiu a realidade deste esporte, quando com mais sofrimentos do que as glórias, os eventos internacionais foram enfrentados. Em Barranquilla, a seleção ficou com a medalha de prata, enquanto na Caribbean Series o time campeão nacional Granma, não foi além das semifinais. No topo contra os Estados Unidos, os cubanos perderam em casa o duelo em particular diante dos visitantes, enquanto o time nacional Su-23 não se classificou para o Campeonato Mundial dessa categoria.

O acordo assinado no final de dezembro entre as principais ligas dos Estados Unidos e a Federação Cubana de Beisebol chega para incentivar as esperanças de um passatempo que vê nesse passo uma opção que contribuirá para elevar a qualidade desse esporte.

Mais importante, este acordo é um reconhecimento tácito da qualidade do beisebol cubano e da posição em defesa da dignidade e soberania de nosso esporte.

FRANÇA COMO PADRÃO

Na arena internacional, em 2018, vários campeonatos mundiais aconteceram, com a Copa do Mundo de Futebol sendo o evento de topo do ano em todo o mundo. Em solo russo, local do evento, a equipe francesa foi proclamada campeã com base em um jogo efetivo no ataque e sólido durante o desenvolvimento de cada um dos jogos.

Os Jogos Olímpicos tiveram dois momentos no ano, inicialmente com o concurso de Inverno, realizado no mês de fevereiro na cidade sul-coreana de Pieonchang, onde a representação da Noruega ficou em primeiro lugar por países (14-14-11 medalhas). A outra feira de verão foi a reunião da Juventude em Buenos Aires. Na Argentina, Cuba apresentou 19 atletas e conseguiu quatro medalhas de ouro e duas de bronze, o suficiente para se consolidar no 16º patamar na tabela de medalhas, comandada pela Rússia (29-18-12).

A cidade boliviana de Cochabamba acolheu de 26 de maio a 8 de junho os 11os Jogos Sul-americanos, festa esportiva em que a Colômbia mostrou sua progressão esportiva conquistando o primeiro lugar com 94 medalhas de ouro, 74 de prata e 71 de bronze.

Um dos eventos mais populares são os Jogos da Commonwealth Britânica, realizados entre 4 e 15 de abril, na cidade australiana de Gold Coast e onde os proprietários dominaram a cúpula com um total acumulado de 198 metais (83 de ouro).