ÓRGÃO OFICIAL DO COMITÊ CENTRAL DO PARTIDO COMUNISTA DE CUBA
O receptor de Las Tunas Yosvani Alarcón, é o capitão do grupo e é uma das principais figuras de Cuba nessa posição. Foto: Ricardo López Hevia

APÓS sua retumbante vitória na temporada de beisebol que acaba de concluir, o novo campeão Las Tunas vai participar da Caribbean Series, com sede em Cidade do Panamá, República do Panamá, um evento que ocorrerá entre os dias 4 e até 10 de fevereiro.

A edição deste ano do torneio devia ser realizada na Venezuela, mas a situação criada naquele país sul-americano, provocada pela tentativa de golpe organizada pelo governo dos EUA foi o argumento usado para a mudança de local.

A esse respeito, Pedro Infante, ministro venezuelano do Poder Popular para o Esporte e a Juventude, disse que esta decisão responde à pressão exercida pela Major Leagues e o governo dos Estados Unidos.

Para o evento na cidade panamenha, o time Las Tunas, que prevaleceu na final do beisebol cubano sobre o time Villa Clara, poderia dar uma nova esperança quanto a uma nova etapa desta disciplina na Ilha.

Com Pablo Civil na cabeça, um treinador que sabe como obter o melhor de cada jogador, os atuais campeões vão defrontar este torneio clássico em nível do Caribe, com a tarefa de jogar beisebol com alta qualidade para aspirar a defender a coroa obtida pela equipe Pinar del Río, na edição de San Juan, Porto Rico, em 2015.

O time Las Tunas já mostrou nível técnico e pontos fortes para se desempenhar com sucesso em qualquer torneio.

Em virtude do bom estado e da forma exibida, Las Tunas é talvez um dos conjuntos mais fortes desde o retorno de Cuba à Caribbean Series.

A lista é composta por 14 jogadores do novo campeão nacional com um número igual de jogadores de reforços. A idade média é de 30 anos e 15 deles acumulam experiência em outros torneios.

De acordo com as informações oferecidas por Pablo Civil, o elenco é formado pelos receptores Yosvany Alarcón e Oscar Valdés. E no quadro estão Yordanis Samon, Danel Castro, Jorge E. Aloma, Alexander Ayala, Carlos Benitez, Yordan Manduley e Yurisbel Gracial.

Os jardins serão guardados por Andrés Quiala, Jorge A. Johnson, Yunieski Larduet, e os reforços Frederich Cepeda, Alfredo Despaigne e Yurien Vizcaino.

Os arremessadores serão Lazaro Blanco, Yoalkis Cruz, Yoanni Yera, Raidel Martinez, Yudiel Rodriguez, Livan Moinelo, Dariel Góngora, Yariel Rodriguez, Vladimir Garcia, Yosbel Alarcon Pablo Alberto Civis, Freddy Asiel Alvarez e Martinez Yadian.

O compromisso é converter cada saída ao campo no Panamá, em uma demonstração de vontade e esforço para vencer e pôr bem altas as bandeiras da ética, dignidade e disciplina em todos os cenários.

Também soube-se que Cuba vai solicitar a sede da Caribbean Series de 2020 ou 2021, disse em 26 de janeiro, o presidente da Federação Cubana de Beisebol, Higinio Vélez.

O executivo alertou, no entanto, que para obter o local do torneio, Cuba deve ser aceita como membro de pleno direito da Confederação de Beisebol Profissional do Caribe (CBPC), relata a agência de notícias Prensa Latina.

«Já não há mais nenhum impedimento (depois de chegar ao acordo com as ligas principais americanas, em 19 de dezembro). Na verdade, existem muitas possibilidades de sermos aceitos como membros plenos, na próxima reunião da CBPC», disse.

Cuba foi o país fundador da Caribbean Series, em 1949. Desde aquele ano até o de 1960, os clubes da Ilha maior das Antilhas venceram em sete das 12 edições, sendo a superpotência da região.

No entanto, entre 1960 e 2014, Cuba deixou o torneio devido a diferenças políticas.

Em 2014, após duras negociações, Cuba retornou à Caribbean Series com o time Villa Clara, que participou da edição da Ilha Margarita, na Venezuela como convidada.

Essa condição de convidadas acompanha até este ano as equipes campeãs do Campeonato Nacional cubanos que participam daquele torneio, algo que poderia mudar no futuro iminente.