ÓRGÃO OFICIAL DO COMITÊ CENTRAL DO PARTIDO COMUNISTA DE CUBA
Os fãs cubanos esperam uma contribuição excepcional de Alejandro Valdés. Foto: Ricardo López Hevia

UMA combinação de atletas com experiência competitiva em competições internacionais e jovens de expectativas imediatas apresentará Cuba na luta livre dos próximos Jogos Pan-americanos, elenco que, segundo os especialistas, pode aspirar a três medalhas de ouro, uma de prata e duas de bronze.

Alejandro Valdés, medalha de bronze mundial nos 65 quilos e de excelente participação na Bundesliga alemã; Geandry Garzón (74); Reineris Salas (97), duplo vice-campeão mundial e medalha de prata no campeonato pan-americano do esporte e Oscar Pino nos 125 quilos, terão a maior responsabilidade.

Devido à qualidade dos Estados Unidos e Canadá, não será fácil superar os resultados do encontro anterior em Toronto, onde Cuba conquistou dois títulos, com Yowlis Bonne em 57 quilos e Reineris Salas, em 97. Cientes desta rivalidade, o coletivo técnico, liderado por Julio Mendieta, adotou várias estratégias que o levem a obter resultados positivos.

A principal é a incorporação do superpesado Oscar Pino à livre, vindo da greco, para reforçar a divisão dos 125 kg. Este movimento já proporcionou dividendos satisfatórios, com medalhas de bronze de Pino na Copa do Mundo em Yakutia, na Rússia, e no Campeonato Pan-americano do esporte em Buenos Aires.

Reineris Salas vai encontrar fortes rivais, como o norte-americano Kyle Snider, campeão olímpico do Rio de Janeiro 2016.
A seleção completou com sucesso uma base de treino no município especial de Ilha da Juventude sem enfrentar lesões, e todos os jovens estão em excelente forma esportiva. Entre os que estiveram nessa preparação, destaca-se Reineris Andréu, que detém um título mundial para menores de 23 anos.

Lianna de la Caridad Montero (abaixo) experimentou um desenvolvimento vertiginoso. Foto: Ariel Cecilio Lemus

A delegação aos Pan-americanos é completada por Yuriesky Torreblanca (86 quilos) e Geandry Garzón (74), ambos de um alto nível técnico para enfrentar a equipe dois EUA.

AS MENINAS NÃO FICAM ATRÁS

Se há uma modalidade que nos últimos anos experimentou uma ascensão vertiginosa dentro do nosso movimento esportivo, essa é a luta livre feminina. Lideradas pelo técnico Filiberto Delgado, chegam a estes Jogos Pan-americanos com esperança de continuar fazendo história.

Lianna de la Caridad Montero, vice-campeã do mundial de juniores na Finlândia 2018 e medalha de bronze entre seniores em nível mundial na Hungria e Yudaris Sanchéz, também de prata na Finlândia e rainha universal entre menores de 23 anos, serão nossas representantes nos 57 e 68 quilos, respectivamente, ambas expoentes com as possibilidades mais reais de conquistar o título.

As outras membros da equipe são jovens que têm um talento extraordinário e não serão presa fácil para qualquer rival, Yusneylis Guzman (50 quilos), Lilianet Duanes (53), Mavelquis Capote (76) e Yaquelín Estornell (62), uma veterana de Toronto, que ganhou medalha de prata na época em 58 quilos, completam uma equipe que certamente irá lutar duro nos colchões por conquistar uma medalha de qualquer cor.