
UM dos campeonatos mundiais de atletismo da mais alta qualidade da história fechou as cortinas em Doha, no Catar. Para Cuba, deixa vários sinais claros, tendo em vista a forte batalha que terá lugar nos Jogos Olímpicos de Tóquio 2020.
Os jovens prevaleceram na delegação cubana e isso não impediu o bom desempenho, respeito à última versão de Londres, em 2017, onde apenas uma medalha de bronze foi alcançada.
Dessa vez, a colheita foi superior graças, em grande parte, à contribuição feita pelas meninas do disco. Yaimé Pérez e Denia Caballero subiram ao pódio e se reafirmaram como as melhores do mundo, relegando à terceira colocação sua eterna rival, a croata Sandra Perkovic; enquanto o saltador Juan Miguel Echevarría, obteve a medalha de bronze, que o manteve na elite, sem cumprir com sua condição de favorito.
Evidenciou-se o caminho ascendente que algumas figuras percorrem, como o saltador Luis Enrique Zayas, que, igualando sua marca pessoal, obteve a quinta colocação, para provar que seu ouro nos Jogos Pan-Americanos em Lima não foi uma obra de sorte e sim de um trabalho sério e bem concebido que o levou a melhorar a cada dia.
Outro que teve superação foi Cristian Napoles, no salto triplo, também na quinta colocação, e embora não tenha conquistado uma medalha, manteve a presença cubana na modalidade, acompanhado de Jordán Díaz (oitava colocação) entre os 12 melhores do evento.
Também são dignos de ressaltar os casos de Roxana Gómez, nos 400 metros (décima segunda) e da especialista em 400 metros com barreiras, Zurian Hechavarría (nona), ao registrar marcas de acordo com suas possibilidades e mostrar progressos.
Da mesma forma, Yarisley Silva enfrentou uma final no salto com vara de alto nível e, embora obtivesse os mesmos resultados que exibiu no ano, ocupou a décima primeira colocação.
Entre os pontos mais baixos da nossa comitiva está a performance de Jorge Fernández no lançamento do disco, que nem sequer se aproximou dos seus registros da temporada e saiu muito cedo na competição, algo que lhe acontece repetidamente em eventos de primeiro nível.
Outros que estiveram abaixo do esperado foram Roger Valentin Iribarne, nos 110 metros com barreiras e Jordan Diaz e Liadagmis Povea, no salto triplo, a última delas presente em Doha com o aval de ter terminado terceira na Liga do Diamante deste ano, mas não conseguiu superar a fase preliminar.
Cuba chegou à final em quatro eventos e, embora seja verdade que seus atletas obtiveram resultados consistentes com a situação atual de nosso atletismo, é necessário continuar trabalhando duro em especialidades como o martelo, o peso e o dardo para mulheres, além de dardo para homens, nos quais anos atrás tivemos uma força marcante, porém, agora não havia concorrentes do nosso país.




