ÓRGÃO OFICIAL DO COMITÊ CENTRAL DO PARTIDO COMUNISTA DE CUBA
Foto: Yuhki Ohboshi 

Cuba venceu, e que vitória teve neste 5o World Classic Baseball! A bola, o sangue que corre nas veias desta Ilha, fez a terra tremer aqui.

E o tremor soou duro. Ainda não sabemos se foi o trovão de uma tempestade, como costuma trovejar no Caribe; ou se foi o tambor de uma conga de Santiago, rítmico e varrido, explosivo e alegre..., viril. O que sabemos é o que soou, e foi esse orgulho cubano de saber que somos grandes, campeões, corajosos....

É preciso ser uma Ilha para saber o que isso significa. E não apenas uma Ilha geográfica, um grão de terra no mar, mas uma Ilha em todas as coisas que, por sermos rebeldes e teimosos, nos ensinaram a lutar contra muitas e diversas tempestades ao mesmo tempo.

Cuba deu uma grande luta no estádio LoanDepot Park, em Miami. Sabia-o antes de sair para o ringue, como um Coliseu Romano, e saiu para jogar duro.

A primeira vitória: era uma família. Foi assim que nos fez sentir de Maisí a San Antonio. No torneio, havia um abraço para cada tacada, para cada arremesso, para cada corrida, para cada balanço. Havia também suspiros, palmas, lamentos de «oh, só um pouquinho», mas o sabor, que não haja dúvidas, era o tempo todo um gosto de campeão.

Cuba já havia vencido quando se tratou do jogo de 19 de março. As cartas da Team Asere se tornaram quatro letras maiúsculas no peito de cada jogador. A grande Ilha voltou ao topo do beisebol mundial. Ela é, mais uma vez, com suas quatro letras grandes, uma das quatro grandes, e não há como voltar atrás.

Com o World Classic, a nação vibrou de orgulho e, ainda vibrando, recebe e abraça, hoje, seus garotos campeões. Com eles, a história de nosso beisebol, dizem muitos, começou a ser reescrita com a tinta de um passado de glórias; mas o presente, o deste World Classic, já foi escrito.

Cuba venceu, Cuba é grande. Nosso time, mano, brilhou.