
Com certeza, Antonio Maceo o teria em sua tropa, e não porque essa amálgama de músculo impressionasse o inimigo, mas sim porque, tal como o Titã de Bronze, Mijaín é um guerreiro que não conhece a derrota nem mede o perigo, e porque sua fidelidade é sua verdadeira estatura de gigante. Sua mãe, Leonor, disse, depois que Mijaín conquistasse sua terceira medalha de ouro olímpica, em 2016, que ele «é mais patriota que campeão».
Outra corredora invicta, tal como ele, como poucas encarna a mãe dos Maceo. Sua estirpe, sua convicção diante da adversidade e o profundo amor por sua filha Erika, que é a sua inspiração, por seu esposo, Noleisis Bicet; por Adis, sua mãe, que também foi mãe para sua filha pequena, são a sumatória de sua fé indestrutível no triunfo.
«O presidente Díaz-Canel disse que eu sou história, mas o que eu realmente sou é o fruto da história do meu país, da minha Revolução e do humilde berço que me deram meus pais e minha família», disse-nos Mijaín em Paris, quando no peito já brilhava sua quinta medalha de ouro olímpica consecutiva.
«Nunca vou me cansar de dizer que sou fidelista, o Comandante-em-chefe será sempre o primeiro impulsor do esporte. Nós estamos aqui por isso. Portanto, devo-me a ele, e a meu povo. Amo mina Pátria e serei fiel, como mulher e cubana, até a morte», assegurou Oamara, 11 vezes campeã paraolímpica, após conseguir três medalhas na Cidade Luz. Pôs sua vontade e empenho em prol de sua Pátria, apesar de sua progressiva perda da visão, que já demanda de ser operada, a fim de que não se torne mais crítica.
Os dois subiram ao pódio no campo de batalha da competição, ele com 42 anos e ela, superano a sua própria integridade física. Por isso, em 12 de setembro, no ministério das Forças Armadas Revolucionárias (Minfar), Mijaín López Núñez e Omara Durand Elías receberam a réplica do Machete Mambí do major-general Antonio Maceo Grajales, símbolo de luta e valor, que se expressa no talento e sacrifício com os que eles enalteceram o nome de Cuba.
Outro Herói, o da República de Cuba, o ministro das Forças Armadas e membro do Bureau Político do Partido, general-de-corpo-de-exército Álvaro López Miera, entregou o referido machete. E ele próprio colocou no peito de Yuniol Kindelán, o guia dos triunfos de Omara, a medalha da Fraternidade combativa, porque justamente é isso o que suas pernas descreveram nas pistas desde 2015, junto a ela.
Lá estavam os filos, as mães, o esposo, mas também os fazedores, os que educam com seu cuidado e polindo cada medalha: seus treinadores Miriam Ferrer e Raúl Trujillo.




