ÓRGÃO OFICIAL DO COMITÊ CENTRAL DO PARTIDO COMUNISTA DE CUBA
Photo: Estudios Revolución

«Vocês nos deram as maiores alegrias de um verão que foi muito difícil, e honraram ainda mais a história do esporte revolucionário e a grande obra feita pela Revolução sob o guia desse tremendo esportista que foi Fidel, que também foi um grande encorajador do esporte cubano», afirmou Díaz-Canel no início de seu podcast “Da Presidência”.

No Palácio da Revolução, conversou com uma ampla representação dos participantes nos Jogos Olímpicos e Paraolímpicos de Paris-2024, uma recepção que conformou, ao mesmo tempo, o décimo primeiro episódio da proposta comunicativa do primeiro-secretário do Comité Central do Partido e presidente da República.

A pedido do chefe de Estado, atletas, treinadores e diretivos do Instituto Nacional de Esportes (Inder) compartilharam sobre estratégias técnicas e vivências, e refletiram sobre limitantes que afetam o esporte cubano hoje, e como resolvê-las.

No encontro, no qual marcaram presença os membros do Bureau Político, Esteban Lazo Hernández, presidente da Assembleia Nacional do Poder Popular, e Manuel Marrero Cruz, primeiro-ministro, e outros representantes do Partido, o governo, e o Comitê Olímpico Cubano, Díaz-Canel agradeceu «a todos os atletas que representaram Cuba nesses eventos, hajam obtido medalhas ou não, porque todos fizeram um grande esforço, todos agiram com dignidade, com amor pelo esporte e pelo povo cubano», disse-lhes.

Sublinhou que «vocês sabem melhor que ninguém, porque sofrem, das carências que temos, das condições para treinar, da qualidade dos implementos com os que têm que se preparar, da falta de competições, situações reais que os afetam».

Por isso, «justamente, é que tem tanto valor cada triunfo, portanto os felicitamos em nome do Partido, da Assembleia Nacional, do Governo e particularmente em nome do povo de Cuba», disse o presidente aos atletas e a os coletivos técnicos, em uma troca que contou com a participação de comissionados, equipes médicas, psicólogos, e outros membros do movimento esportivo.

Uma saudação especial dedicou aos multicampeões Mijaín López e Omara Durand, os quais compartilharam com o presidente os microfones do décimo primeiro episódio. Eles, enfatizou o presidente, lideraram as equipes olímpica e paraolímpica em Paris-2024.

Após um reconto do atingido nos certames, Díaz-Canel destacou que nosso país, sem um único atleta ou treinador importado, voltou a liderar a América Central e o Caribe nessas lides. Acrescentou que «Cuba escreveu páginas desconhecidas para muitos países desenvolvidos, porque há países desenvolvidos que não são capazes de obter nem uma medalha».

«Também nos acompanha» – precisou acerca o time olímpico – «a insatisfação que geram alguns desempenhos que ficaram abaixo do esperado, da não obtenção de medalhas, particularmente em esportes com figuras capacitadas que estávamos certos de que podiam conseguir melhores resultados».

«Porém, apesar dos não alcançados» – enfatizou – «ambas as delegações expressaram os frutos da preparação, assumida com inteira responsabilidade, como a melhor resposta à decisão política do país de garantir os recursos imprescindíveis, em meio do acirramento de um bloqueio que nem sequer para em sua perversidade diante da nobreza de atividades como o esporte».

Mijaín López e Omara Durand compartilharam com Díaz-Canel os microfones do podcast. Photo: Estudios Revolución

«Em vocês predominou a coesão, a unidade, a consagração e o comportamento ético ajustado ao jogo limpo, a disciplina, o respeito aos contrários e o espírito de intercâmbio fraternal». Os cenários de competição parisienses também entregaram manifestações de simpatia para vocês, o qual é um reflexo do prestígio internacional do esporte cubano e da Revolução».

SOBRE RESULTADOS, PROBLEMAS E PROJEÇÕES

O presidente sublinhou que agora se impõe, a partir das atuações em Paris-2024, fazer «nas próximas semanas uma reflexão meticulosa dos resultados, dos problemas, e sobretudo das projeções para o novo ciclo olímpico».

Solicitou então aos atletas, ademais de compartilhar impressões, emoções, insatisfações, comentar no podcast sobre o que podem contribuir para fazer as coisas melhor, um convite que começou com as intervenções de Mijaín e de Omara, e continuou com reflexões de cerca de uma dezena de esportistas, técnicos e diretivos.

Os atletas olímpicos e paraolímpicos analisaram as mais diversas arestas dos problemas que afetam hoje o esporte cubano, como o trabalho na base, a captação permanente de novos talentos, a superação profissional dos treinadores, e a engrenagem e fortalecimento de todo o sistema esportivo, incluindo as escolas esportivas de iniciação e as de alto desempenho.

Abordaram a necessidade de incrementar os encontros no estrangeiro, mas especialmente dentro do país, o êxodo de esportistas, os professores de primeira linha que trabalham no estrangeiro, a necessidade de convocar esportistas famosos já aposentados para fortalecer o ensino e a prática nas diferentes disciplinas...

A judoca Idalys Ortiz insistiu na necessidade de capacitar, aperfeiçoar o desempenho dos treinadores e aprofundar na captação de crianças, meninas e adolescentes na base, única maneira de garantir o futuro, os substitutos, especialmente em sua disciplina, na qual há muitas potencialidades se se trabalha com desejo, se forem mudadas as maneiras de fazer e se existe o desejo de trabalhar.

O boxeador Julio César la Cruz defendeu com força a urgência de recuperar todas as coisas feitas e que levaram Cuba a ser vitoriosa em seu esporte há décadas.

Photo: Estudios Revolución

No frutífero debate foi permanente o compromisso de nossos esportistas com seu país, como o lançador de dardo paraolímpico Ulicer Aguilera, quem expressou: «Eu sempre compito com o povo em meu pensamento e a pátria em meu coração».

O NOVO CICLO OLÍMPICO

No final do décimo primeiro episódio de seu podcast “Da Presidência”, Díaz-Canel reafirmou a necessidade de fazer agora uma análise forte sobre o desempenho atual do esporte cubano, em sentido geral e como parte da preparação para o novo ciclo olímpico, e recomendou fazê-lo «esporte por esporte, coletivo por coletivo, e depois a estratégia integral».

Ao sublinhar as sugestões deixadas pelos esportistas no encontro, relativamente aonde deve ser encaminhado o aprimoramento de nosso esporte, o chefe de Estado aprofundou em conceitos do Comandante-em-chefe sobre o esporte, os quais, disse, «também devem servir para a análise que se inicia agora».

Referiu-se assim, entre outras, às palavras de Fidel acerca de que «sem Revolução não se teria podido sonhar sequer em começar a desenvolver em nossa pátria um grande movimento esportivo».

Este é, reafirmou Díaz-Canel, «um pensamento que têm que ser acolhido por todos os coletivos técnicos, metodológicos e os atletas, porque, independentemente das potencialidades, independentemente das capacidades, independentemente das atuações de nossos esportistas, esse esporte em Revolução e essa Revolução que fez uma revolução no esporte, é a que permitiu que vocês possam desenvolver essas capacidades, que vocês se possam tornar campeões olímpicos, campeões mundiais, recordistas em diferentes tipos de competições».