ÓRGÃO OFICIAL DO COMITÊ CENTRAL DO PARTIDO COMUNISTA DE CUBA
Andrew Parsons elogia o sistema educacional e esportivo cubano por sua inclusão de pessoas com deficiência. Foto: Marca.com.
Para Andrew George William Parsons, Los Angeles significa muito mais do que o nome, os prédios, as pessoas e a memória de um lugar. A cidade lhe mostrou o caminho, e ele retornará para escrever um período final enganoso, quase uma pausa antes de recomeçar.
 
«Durante os Jogos Olímpicos de 1984, eu tinha sete anos e vibrei com a vitória de Joaquim Cruz nos 800 metros, o único campeão brasileiro daquela competição».
 
«Quando me virei, minha mãe estava chorando e me contou sobre as origens humildes do corredor, que antes da fama ganhava a vida como vendedor ambulante. A partir daquele momento, entendi o poder do esporte para mudar vidas».
 
Depois de jogar futebol, vôlei e basquete, sem a magia de Pelé, Giba ou Oscar Schmidt, ele estudou Comunicação Social e fez estágio no Comitê Paralímpico Brasileiro. «Naquele momento, eu já sabia: queria trabalhar nessa área para o resto da vida».
 
Ele chegou a ser presidente dessa organização, depois do Comitê das Américas (CPA), e ingressou no Comitê Internacional da CCI (CPI) em 2009. Em 2013, ascendeu à vice-presidência e, em 8 de setembro de 2017, foi eleito para o primeiro de seus três mandatos consecutivos como o principal dirigente da organização.
 
«Todos os dias, ao acordar, olho-me no espelho e digo a mim mesmo: 'Quero fazer a minha parte para transformar o mundo'», confessa.
 
«Além das medalhas, apoiamos os movimentos pelos direitos humanos das pessoas com deficiência, que representam cerca de 15% da população mundial».
 
«Se os atletas estiverem em alto nível, contribuímos para mudar a percepção em torno dessa questão. Não estamos passando por uma crise de identidade, porque alto desempenho e impacto social andam de mãos dadas».
 
Reconhece-se também a importância da reaproximação entre o meio acadêmico e os estádios, estabelecida pelo Comitê Paraolímpico Cubano (CPC) e pela Universidade Manuel Fajardo de Cultura Física e Ciências do Esporte, na presença de Parsons e da diretora executiva do CPA, Michele Formonte.
 
«No Brasil, quando essa abordagem ocorreu nas décadas de 1980 e 1990, o movimento paraolímpico cresceu exponencialmente», compartilha o primeiro líder do CPI a cumprir uma agenda oficial na Ilha maior das Antilhas.
 
«O sucesso de alguns aspectos dessa filosofia, em escala planetária, é demonstrado pela sua visibilidade: durante os Jogos Paraolímpicos de Inverno, no início de 2026, em Milão Cortina alcançou mais de 600 milhões de visualizações no YouTube, um número superior ao de todo o ano de 2024», explica.
 
A visita deles à Ilha teve dois objetivos principais: obter uma compreensão mais prof