A notícia de que o presidente dos EUA, Barack Obama, decidiu na terça-feira, 14 de abril, excluir Cuba da lista de Estados patrocinadores do terrorismo internacional e informar neste sentido ao Congresso, teve repercussão internacional.

O presidente boliviano, Evo Morales, disse ontem que Cuba nunca foi um país terrorista e sim muito solidário com todas as nações do mundo, pelo qual nunca deve ter estado nessa lista. Morales afirmou, ainda, que “foi um erro" incluir a Ilha maior das Antilhas na lista de países que unilateralmente elabora o Departamento de Estado, uma política que qualificou de “soberba”.
Em uma entrevista coletiva, Evo perguntou "Quando vai se resolver o problema subjacente entre os EUA e Cuba? Quando Washington vai resolver os problemas subjacentes e levantar o bloqueio e devolver Guantánamo a Cuba".
Evo também disse que os EUA "podem remover Cuba da lista de países terroristas, mas isso não resolve o problema econômico."
Para o líder indígena, se o presidente quer ajudar Cuba, como ele disse no Panamá, "tem que pagar uma indenização pelo bloqueio econômico" cita PL.
Enquanto isso, a China também se congratulou com a decisão de Obama de excluir Cuba da lista de Estados patrocinadores do terrorismo e apoiou os esforços dos dois países para promover a normalização das relações.
Um diplomata chinês acrescentou que as relações entre Cuba e os EUA devem servir aos interesses dos dois povos, bem como a paz, estabilidade e desenvolvimento nessa região do mundo.
Por outro lado, a imprensa americana também destacou a decisão de Washington, dizendo que é um passo crucial no esforço do presidente Obama para virar a página de um conflito da Guerra Fria. The New York Times disse que a decisão remove uma importante retomada das relações diplomáticas entre os dois países após décadas de hostilidades obstáculo.
Especifica o Times que a política de isolamento de Washington contra Cuba, em particular o bloqueio da ilha, é uma fonte perene de hostilidade com a América Latina, unindo a todo os governos da região, independentemente da sua ideologia.
O jornal digital The Hill observou que o senador Jeff Flake, que é a favor das relações com Havana, aplaudiu a decisão de Obama. Diversos médios de notícias russos também fazem eco da retificação dos EUA de excluir Cuba da lista elaborada de forma unilateral.
Da África, informações da agência de notícias sul-africana SABC e o jornal angolano Novo Jornal lembram que o bloqueio contra Cuba ainda permanece e que é uma questão que também deve ser discutida no Congresso.
Em um programa tramsmitido pela MSNBC, a líder democrata na Câmara dos Representantes, Nancy Pelosi, criticou as declarações de alguns congressistas de origem cubana, opostos às medidas e Obama e observou que o presidente Barack Obama “fez o correto”, de acordo com a EFE.




