
WASHINGTON.—O ministro cubano da Saúde Pública, Roberto Morales Ojeda, manifestou a disposição da Ilha a compartilhar as experiências que a converteram no primeiro país do mundo sem transmissão da mãe para o filho do HIV/Aids e a sífilis.
“Ratificamos nosso compromisso de continuar ajudando outras nações no acesso e a cobertura universais de assistência médica, com prioridade na prevenção de doenças como estas”, afirmou o titular em uma entrevista com a Prensa Latina, depois de receber o reconhecimento, tornado oficial aqui pela Organização Pan-americana da Saúde (OPAS).
A decisção anunciada na terça-feira, 30 de junho, na sede da OPAS, nesta capital, foi o resultado de vários passos, desde a apresentação de um relatório de Cuba sobre o tema até a visita, no passado mês de março, de um comitê de especialistas independentes da entidade regional para verificar no campo os resultados.
Morales afirmou que a certidão deste novo sucesso no âmbito da saúde representa um reconhecimento à vontade política do governo e a seus esforços por garantir o acesso e a cobertura universais.
“Tudo aquilo que temos conseguido tem sido possível, em primeiro lugar, pelo nosso sistema social e porque tem existido uma constante e inequívoca vontade política desde o mais alto nível”, sublinhou.
Só esse cenário torna possível que “um país com escassos recursos financeiros e sob difíceis condições, tenha podido garantir o direito à saúde e ao bem-estar de todo o povo, por quase 57 anos”, disse.
Em uma entrevista coletiva, Morales destacou, ainda, o trabalho, a dedicação e o compromisso dos mais de 500 mil trabalhadores do setor na Ilha maior das Antilhas e a participação da sociedade civil organizada.
Morales expôs que desde a década de 1970, Cuba ativou um programa para o controle da sífilis congênita, que reduziu praticamente para zero a incidência desse problema. “Nos últimos quatro anos flutuou entre zero e 0,04 em mil nascidos vivos”, advertiu.
Respeito ao HIV/Aids, disse que as iniciativas para enfrentar a epidemia desatada em 1986 sempre incluiu a prevenção da transmissão materno-infantil, até levá-la, nos últimos três anos a níveis iguais ou inferiores ao indicador.
De sua parte, a diretora da Organização Pan-americana da Saúde (OPAS), Carissa Etienne, qualificou de uma inspiração para outras nações a declaração de Cuba como primeiro país do planeta sem transmissão de mãe para filho do HIV/Aids e a sífilis.
Etienne acrescentou que “esta conquista histórica tem sido possível graças a um sistema que garante a saúde a sua população de maneira equitativa e integral, bem como felicitou as autoridades e os trabalhadores da saúde cubanos por este resultado e advogou por disseminar a experiência na região.
“Para a Unicef esta é a aproximação a um mundo totalmente livre do HIV, é nosso sonho e agradecemos a Cuba por alimentar este esforço e demonstrar que se pode”, expressou em Havana a representante da Unicef em Cuba, Anna Lucía D´Emilio.





