ÓRGÃO OFICIAL DO COMITÊ CENTRAL DO PARTIDO COMUNISTA DE CUBA
Photo: TELESUR

CARACAS.— O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, destacou em 12 de abril que a Constituição Bolivariana, cuja elaboração foi convocada pelo comandante Hugo Chávez e que está vigente desde 1999, é o maior pacto de paz com o qual conta a República.

A carta magna “é o grande pacto de paz” na qual se configurou “uma nova estrutura social, de poder, de novo país, um modelo de sociedade democrática”, disse o mandatário, ao tempo que conclamou a todos os venezuelanos a defendê-la frente às pretensões da direita de quebrantar seu mandato.

Desde o Palácio Presidencial de Miraflores, em Caracas, onde se realizou o ato de instalação da Comissão pela Verdade, Justiça e Reparação de Vítimas, o chefe de Estado lembrou que precisamente com o nascimento desta Constituição nasceu, igualmente, um Estado social, democrático e de direito, constituindo o fim de quatro décadas (1958-1998) de governos representativos.

Durante o evento, no qual marcou presença o secretário-geral da União das Nações Sul-americanas (Unasul), Ernesto Samper, o presidente lembrou que o assassinato do dirigente revolucionário Jorge Rodríguez e do estudante Noel Rodríguez são alguns dos casos que evidenciam as políticas desses governos.

Maduro parabenizou a criação da Comissão pela Verdade, Justiça e Reparação de Vítimas, que terá como objetivo a busca da paz e a justiça, a reparação das vítimas e a garantia da não repetição de golpes de Estado, violência nas ruas e atentados no país.

Esta comissão será presidida pelo vice-presidente da República, Aristóbulo Istúriz, e surge em resposta à chamada Lei de Anistia e Reconciliação Nacional, aprovada pelas frações da direita na Assembléia Nacional.

Maduro fez um apelo ao povo a conservar e manter a consciência histórica: “Peço ao país que entre todos lembremos e não permitamos que esta história que temos vivido seja apagada da memória coletiva, da memória individual de todos os cidadãos; tem sido um processo complexo para ter direito a fazer uma nação independente, para abrir espaços ao que foi a construção de uma nova América Latina, um novo Caribe, uma nova América do Sul renovada”. (AVN)