ÓRGÃO OFICIAL DO COMITÊ CENTRAL DO PARTIDO COMUNISTA DE CUBA
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CARACAS. — “Cuba e Venezuela aumentarão investimentos em turismo, indústria petroleira e siderúrgica, além de outros setores”, assegurou, em 15 de junho, o ministro venezuelano de Comércio Exterior, Jesús Faría, em um fórum econômico realizado com representantes cubanos.

Em declarações à Prensa Latina no Banco central, sede do fórum, o titular assegurou que as históricas relações de cooperação entre Havana e Caracas asseguram o futuro dos investimentos venezuelanos na Ilha maior das Antilhas.

Igualmente, ressaltou o crescimento do turismo, ramo que precisa de insumos como mármores, alimentos, cimentos e outras vitualhas produzidas pela indústria nacional que os empresários estão à disposição de oferecer.

Faría também se referiu às facilidades que o Estado oferece ao empresariado para concertar negócios, acessar a créditos, matérias-primas e diminuir custos de produção, para fazer da indústria não petroleira do país um setor mais competitivo.

Por seu lado, o representante da empresa de produtos impermeabilizantes Bituplast, Michel Parra, disse que sua companhia aspira a melhorar sua posição no mercado da construção, onde já se encontra oferecendo asfaltos de alta qualidade para tetos necessitados de proteção reforçada contra o clima.

Pela parte cubana, o embaixador Rogelio Polanco, pediu aos empresários convidados ao fórum, estudar as oportunidades que oferece a Ilha e lembrou os laços de colaboração que unem aos governos de Caracas e Havana.  

O vice-ministro de Comércio Exterior, Roberto López, e outros funcionários da delegação convidada, realizaram uma explicação pormenorizada dos projetos de investimento – mais de 300 – para os quais Cuba procura parceiros estrangeiros.

A explicação enfatizou na Zona Especial de Desenvolvimento Mariel, o maior plano de construções e investimento do governo antilhano, para o qual apresentaram propostas 400 empresas de mais de 30 países, acrescentaram os especialistas.

No evento estiveram presentes o presidente do Banco Central de Venezuela, Nelson Marentes, e mais de 150 empresários locais. (Correspondente da PL na Venezuela).