
BÁVARO, República Dominicana. — A 5ª Cúpula da Comunidade dos Estados e Caribenhos (Celac) concluiu em 25 de janeiro com uma declaração final que insta ao avanço na integração e complementariedade das economias da região.
Os chefes de Estado e Governo e representantes de países da área assinaram também 20 declarações especiais.
No texto principal da reunião se expressam medidas importantes que vão desde a paz e a segurança na região e o combate ao crime organizado até a segurança alimentar.
Inclui o desenvolvimento urbano sustentável e a luta contra a mudança climática.
Advoga por propiciar mecanismos que aumentem o comércio inter-regional e extrarregional.
Entre as 20 declarações especiais se encontram as referidas à necessidade de pôr fim ao bloqueio econômico, comercial e financeiro imposto pelos Estados Unidos contra Cuba há mais de meio século.
Igualmente, a devolução por Washington da base naval de Guantánamo, que essa nação do norte ocupa desde 1903 contra a vontade do povo cubano.
O documento rechaçou, por outro lado, as diversas formas de racismo e discriminação contra os migrantes e advogou pela promoção de uma emigração ordenada, regular e segura na região.
Na Cúpula também se manifestou pelo enfrentamento ao protecionismo que limita o desenvolvimento das economias na América Latina e o Caribe.
No texto foi reafirmado o apego à Proclamação da América Latina e o Caribe como Zona de Paz, assinada pelos chefes de Estado e Governo, em Havana, em janeiro de 2014, como assinalou na Cúpula o presidente cubano, Raúl Castro.
A 5ª Cúpula da Celac, mecanismo de diálogo e concertação política, abordou diversos temas, entre eles migração, desenvolvimento e o problema mundial das drogas.
Incluiu, igualmente, outras temáticas como desarmamento nuclear, avanço das mulheres e financiamento para o desenvolvimento e idiomas indígenas.
A Celac, que reúne todas as nações do continente americano, exceto os Estados Unidos e o Canadá, teve sua primeira reunião presidencial no Chile, em 2013, a segunda em Cuba (2014), a terceira na Costa Rica (2015) e a quarta no Equador (2016). (PL)
PRESIDENTE DE EL SALVADOR DESTACA A CONTRIBUIÇÃO DE HUGO CHÁVEZ E FIDEL CASTRO NA CRIAÇÃO DA CELAC
O presidente salvadorenho, Salvador Sánchez Cerén, em 25 de janeiro, assumiu a nome de seu país a presidência pro tempore da Celac, das mãos de seu homólogo dominicano, Danilo Medina.
«Obrigado a todos os países-membros pela confiança em nosso governo e o apoio mostrado para um exercício bem-sucedido», referiu Cerén no discurso de posse, após ficar encerrada a 5ª Cúpula do mecanismo de concertação. «Para nós assumir a presidência é um grande reconhecimento, mas também uma enorme responsabilidade».
Cerén lembrou a cúpula fundacional de Caracas, em dezembro de 2011, quando foi conformada a Celac e definiu-se como um mecanismo de concertação política e de integração dos estados da América Latina e o Caribe.
«Não podemos deixar de reco-nhecer a contribuição de dois homens que trabalharam decididamente em sua criação: os comandantes Hugo Chávez e Fidel Castro», assegurou Sánchez Cerén.
O presidente salvadorenho citou a declaração da América Latina e o Caribe como zona de paz, assinada na Cúpula de Havana, em 2014, como um exemplo dos avanços da Comunidade a partir das experiências e os esforços para chegar a consensos.
Ressaltou igualmente o apoio que obteve a Celac de organismos internacionais como a FAO, a Cepal e a Aladi, bem como a criação de diversos grupos de trabalho em temas de interesse para os países da região. «Confirma-nos que vamos por um bom caminho».
Contudo, assinalou que ainda se deve trabalhar para conseguir novos consensos e enfrentar os desafios pendentes, a fim de procurar o bem-estar dos cidadãos e cidadãos da região.
Submeteu à consideração a possibilidade de que os países-membros assumam uma participação mais ativa na comunidade, além da presidência pro tempore, ao assumir a coordenação de alguns grupos de trabalho com «o ânimo de que os países se apropriem da Celac e fomentem o trabalho combinado».
«Devemos não só estar unidos, mas colocar nosso empenho e força em atingir os objetivos que nos traçamos», referiu Cerén.
Finalmente, felicitou a República Dominicana pelo excelente trabalho realizado em sua presidência pro tempore e comparti-lhar com El Salvador sua experiência à frente da organização.




