ÓRGÃO OFICIAL DO COMITÊ CENTRAL DO PARTIDO COMUNISTA DE CUBA
Um elo para proteger a população. Foto: EXTRAIDO DO TWITTER

UMA guerra de sondagens está se travando no Equador quanto às possibilidades dos candidatos presidenciais para as eleições gerais do dia 19 de fevereiro (caso houver segundo turno, será em 2 de abril) e nenhuma sondagens coincide com outra, ou quase nem se aproxima nos resultados.

Algumas sondagens dão vencedor Lenin Moreno (do partido Alianza PAÍS, no governo) com 46% dos votos, outras mais, até quase 40%, mas todas as empresas de opinião coincidem em que está na primeira colocação das preferências, junto a seu companheiro de fórmula Jorge Glass; é a única coincidência entre elas.

A intenção de voto para o segundo lugar às vezes flutua entre Guillermo Lasso (do incompressível acrônimo partido Creo-Suma) e a social-cristã Cynthia Viteri.

No entanto, as leis indicam que para se eleito presidente, na primeira votação, requer-se mais de 50% ou 40% com uma diferença de dez pontos do candidato mais próximo.

Já este número nos dá uma média que não é definitiva, devido a que os indecisos somam mais de 30% dos eleitores, embora o número de não definidos tenha diminuído a partir do começo das eleições.

A questão consiste em que a maioria dos candidatos da oposição, junto à grande mídia da direita, ataca constantemente o governo e se denigram entre eles, como demonstrou o único debate televisivo efetuado em Guayaquil, organizado pela Câmera do Comércio dessa cidade, onde está a sede dos homens mais ricos do Equador.

Moreno não assistiu ao debate porque foi organizado por uma entidade empresarial e as perguntas que devia responder cada adversário pareciam destinadas a favorecer uma ofensiva contra o governo que mais tem feito por esse país andino, nas últimas décadas.

O encontro resultou uma verdadeira acareação entre Lasso (acusado de demitir centenas de trabalhadores, quando fazia parte do sistema bancário) e Cynthia Viteri (do Partido Social Cristiano) com ataques mútuos e interrupções frequentes, das que não estiveram excluídos, tampouco, os outros candidatos. Em geral, houve poucas propostas de programas de governo.

Nas eleições, que serão efetuadas no dia 19 de fevereiro, os cidadãos elegerão o próximo presidente, um vice-presidente e 137 membros da Assembleia Nacional e provincial, bem como cinco deputados para o Parlamento Andino. Ainda, os equatorianos opinarão acerca da consulta popular, encorajada a partir do governo atual, procurando proibir que os funcionários públicos do país tenham bens e capitais em paraísos fiscais, com o propósito de evadir os impostos.

Lutar contra a pobreza restante. Foto: ANDES.EC

Certamente, a vantagem do candidato de Alianza PAÍS provocou também que os aspirantes opositores atacassem o Conselho Nacional Eleitoral, o qual se limitou a responder que as listas dos eleitores estiveram à vista dos cidadãos de 7 a 21 de setembro de 2016, e nesse período só se realizaram 99 reclamações por inconsistências na informação pessoal. Todos esses casos foram examinados e corrigidos.

Como prova da transparência das elei-ções, o Conselho Eleitoral tem convidado amplas delegações da União das Nações Sul-americanas (Unasul) e da OEA.

Segundo a TelesurTV, o Conselho Nacional Eleitoral (CNE) do Equador ratificou que a base do Registro Eleitoral tem uma atualização técnica garantida, apesar dos ataques da oposição à entidade organizadora das eleições.

Os ataques dos candidatos para fazer recuar o Equador, como o neoliberal Lasso, opõem-se às obras de investimento social do mandato de Rafael Correa, que representa Alianza PAÍS e que não têm sido igualadas por nenhum partido durante décadas.

A construção de hospitais em diferentes lugares da nação andina se realiza para me-lhorar a saúde dos equatorianos, com grandes construções, projetos emblemáticos estes que constituem uma mostra da «década vencida» em contraposição à conhecida «década perdida» dos anos noventa.

Em Portoviejo, umas das cidades mais afetadas pelo terremoto, em 16 de abril de 2016, foi construído um Hospital de Especialidades que seus habitantes não sonharam possuir e que terá 258 leitos para o serviço do país todo.

Pode-se mencionar, também, o Hospital Geral de Guasmo, em Guayaquil, destinado a ser um dos mais modernos dessa nação.

Em Ambato, potencializa-se o Hospital Docente, com 337 leitos de capacidade e um investimento próximo dos $USD 70 milhões. A obra seria completada em 2017.

Em uma palestra oferecida na Itália, o presidente Correa significou: «Agora o equatoriano tem outra atitude, sentimos-nos orgulhosos do que temos conseguido. Contraditoriamente, apesar da construção das estradas, das escolas, as hidroelétricas, portos, aeroportos, casas; o maior sucesso é intangível».

O jornal oficial El Ciudadano manifestava, há dias, que apesar das obras que são responsabilidade municipal, o governo acordou assumir a restauração da água potável, mercados, beira-mar, estações terrestres, e outros aspetos, com o objetivo de gerar uma mudança integral, incentivar o turismo e, conseguintemente, reativar a economia do território.

Correa enfatizou que «o balanço e muito positivo, sem dúvida há uma mudança de época no Equador, a economia se duplicou, apesar das dificuldades dos últimos meses, ultrapassando a média do latino-americano, também temos tirado mais de dois milhões de equatorianos da pobreza».

A ministra coordenadora do Desenvolvimento Social do Equador, Cecilia Vaca Jones, destacou que nos últimos dez anos foram inaugurados 11 hospitais e 20 foram reconstruídos e potencializados. Também, foram construídos 51 centros de saúde; também 69 creches e cinco Centros de Treino de Alto Rendimento esportivo.

A ministra destacou o avanço significativo na saúde, pois o atendimento no sistema público atingiu altas cifras, o que significa que existe confiança da população nas obras implementadas pelo governo, que dedicou a isso, entre 2007 e 2015, um orçamento de mais de $USD 13,6 bilhões, segundo estatísticas oficiais.

No setor educativo, com o novo Plano do Decênio, que foi publicado em 2016, o governo do Equador aspira ter a melhor formação da América do Sul, em 2025.

Segundo números governamentais, a administração atual tem outorgado 47 vezes mais bolsas de estudo que as entregues pelos sete governos precedentes. Igualmente, para melhorar a situação dos docentes, aplicou-se a mudança de categoria, que implica um aumento salarial para uns 50 mil professores.

Um assunto que merece especial atenção é o enfrentamento da desnutrição infantil, que ainda afeta 23% das crianças no país, situação que prejudica o crescimento e desenvolvimento psicomotor das crianças. Por isso, desde 2009 até 2016 mais de 800 mil crianças receberam micronutrientes.

Os 82% dos equatorianos que atingem a idade de idoso têm apoio da segurança social e um número importante recebe o Bônus de Desenvolvimento Humano, garantindo dessa forma sua subsistência com o valor agregado de acesso gratuitamente ao serviço e às medicinas da saúde pública.

Apesar destes avanços no aspecto social, embora o candidato de Aliança País ficasse no primeiro lugar nas sondagens, os discursos repetidos da direita e a publicidade da mídia da oligarquia, ainda conquistam mentes e não se pode asseverar a vitória de ninguém nas eleições em nível nenhum, sobretudo, levando em conta que o poder das grandes empresas fará o possível por fazer recuar os avanços da última década.