ÓRGÃO OFICIAL DO COMITÊ CENTRAL DO PARTIDO COMUNISTA DE CUBA
À esquerda, a argentina Camila Perassolo junto à presidenta do Icap, Kenia Serrano Puig, na Marcha dos Archotes, em Havana. Foto: CORTESIA DA ENTREVISTADA

A argentina Camila Perassolo conquistou várias lembranças de sua participação na 24ª edição da Brigada Sul-americana de Solidariedade com Cuba, constituída em janeiro de 2017, para co-nhecer a história e a realidade da Ilha caribenha, apoiar nos traba-lhos agrícolas e em outras tarefas de interesse econômico e social.

Comenta das variadas conferências em diferentes temas, principalmente aquelas sobre as rela-ções bilaterais entre Cuba e os Estados Unidos, a de José Martí, as das organizações juvenis e estudantis e a da atualização da estratégia econômica cubana.

Igual, foi grato compartilhar com pessoas de seu país, brasileiros e chilenos, conversar com os cubanos em visitas aos Comitês de Defesa da Revolução (organizações de bairro), render tributo a Ernesto Ché Guevara no mausoléu de Santa Clara, no central território de Villa Clara, e visitar a província de Sancti Spíritus.

Sua maior lembrança está na Marcha dos Archotes desenvolvida em 27 de janeiro, em homenagem ao natalício do Herói Nacional José Martí e protagonizada, pela primeira vez, por Fidel Castro Ruz e um grupo de revolucionários em 1953, para comemorar o centenário do homem que liderou a guerra pela independência de Cuba do jugo do colonialismo espanhol, no fim do século 19.

Nessa marcha se parte da Universidade de Havana, caminha-se pela rua San Lázaro, dobra-se pela rua Infanta até chegar à rua 25 e buscar o Museu Frágua Martiana, lugar onde denuncia a cruel prisão de José Martí com só 16 anos de idade, acusado de apostasia e obrigado a realizar trabalhos forçados.

Camila, junto a mais de 150 colegas da brigada, reuniu-se desde horas da manhã com mi-lhares de jovens cubanos na Colina Universitária. Ali entre risos, conversações e cantos, empreenderam a marcha às 21h00 do referido dia.

Para sua surpresa, a presidenta do Instituto Cubano de Amizade com os Povos, Kenia Serrano Puig, caminhava entre eles. Camila a distinguiu porque dias antes visitou o Acampamento Internacional Julio Antonio Mella do município Caimito, na província Artemisa (lugar de alojamento) e deu as boas vindas aos brigadistas, com um eloquente discurso.

Camila se aproximou da Kenia e elogiou sua camiseta. Ali estava a consigna “Como Martí” acima das patentes de Comandante de Fidel embutido na bandeira de 26 de Julho. Em um muito bom tom a também deputada cubana prometeu que a presentearia. Camila não a levou a sério, porque supôs que entre tantas tarefas da dirigente, esse tema ficaria no esquecimento.

Ao finalizar a brigada, Camila foi selecionada por seus colegas para ler a Declaração Final e para sua surpresa se aproximou dela o Herói da República de Cuba Fernando González, vice-presidente do Icap e membro do grupo dos antiterroristas cubanos que cumpriram injustas condenações nos Estados Unidos. Fernando entregou a Camila um pequeno embrulho e lhe disse que o enviava Kenia. Dentro estava a camiseta.