ÓRGÃO OFICIAL DO COMITÊ CENTRAL DO PARTIDO COMUNISTA DE CUBA
Photo: TELESUR

A resposta do governo cubano às intenções do secretário geral da OEA, Luis Almagro, de viajar à Ilha para receber um prêmio inventado por um grupo ilegal anticubano, provocou as mais diversas reações no mundo. O plano incluía, ainda, ao ex-presidente mexicano Felipe Calderón e a ex-ministra chilena Mariana Aylwin.

Da Bolívia, o presidente Evo Morales, expressou sua admiração pelo povo cubano ao impedir a ingerência do império e fazer fracassar uma provocação de organizações da direita da região.

«Obrigado por fazer respeitar a dignidade do povo latino-americano», escreveu Evo Morales no Twitter.

A Associação nicaraguense Amigos de Cuba (AAC) rechaçou em Manágua as manobras de provocação contra Cuba por parte de organizações direitistas da região, ações que qualificou de barbárie e de plano descabelado e uma tentativa de violentar a soberania de Cuba. Ainda, a AAC reitera que repudia esta nova manobra provocativa, a qual qualificou de «estúpida e doida».

Através de um comunicado, a Frente Farabundo Martí para a Libertação Nacional (FMLN) também se mostrou solidário com Cuba diante do que qualificou de provocações e manobras da mídia e de ingerência contra a Ilha, enfatizando seu repúdio ao pretendido show midiático «contra a irmã República de Cuba, mediante a suposta organização da entrega de um prêmio a personagens associados a grupos desestabilizadores».

Por sua parte, a embaixada de Cuba no Chile emitiu uma declaração na qual rechaçou de forma categórica a «grave provocação internacional» contra seu governo, gerada por um grupo ilegal anticubano que age contra a ordem constitucional e que concita o repúdio do povo, com o apoio e financiamento de políticos e instituições estrangeiras», assegurou a missão diplomática nesta capital.

Entre os envolvidos está a ex-ministra e ex-deputada Mariana Aylwin, quem teve impedida sua viagem a Havana.

Ainda, o comunicado da embaixada reitera que Cuba tem o direito soberano de determinar o ingresso ao território nacional de cidadãos estrangeiros e a se defender deste tipo de atos de ingerência, encaminhados a subverter a ordem jurídica vigente em Cuba.

SOBERANIA E RESPEITO

Centenas de comentários recebidos através do site deste jornal coincidiram em que a posição cubana está marcada pelos princípios de soberania e respeito.

Vários comentários coincidem em que a OEA continua sendo um mecanismo ao serviço das oligarquias pró-ianques e imperialistas.

Também chegaram a esta redação mensagens de solidariedade de usuários de outros países do mundo, enviando mensagens de saudação, apoiando a decisão do governo cubano e exaltando a dignidade do povo cubano.