ÓRGÃO OFICIAL DO COMITÊ CENTRAL DO PARTIDO COMUNISTA DE CUBA
Photo: Jorge Luis González

PARIS.– O bloqueio dos Estados Unidos contra Cuba viola o direito internacional e constitui o obstáculo principal para o desenvolvimento da nação caribenha, afirmaram em 28 de fevereiro, na França, os participantes de um colóquio sobre a atualidade na Ilha.

O embaixador cubano em Paris, Héctor Igarza, asseverou que a pesar do restabelecimento das relações diplomáticas com Washington, o governo norte-americano continua aplicando esse cerco econômico, comercial e financeiro, cujo alcance extraterritorial aumentou nos últimos anos.

Prova disso, acrescentou, é que desde 2009 foram aplicadas multas por um valor superior aos US$ 14 bilhões a bancos e empresas estrangeiras que negociam com Cuba, em uma franca violação do direito internacional.

O presidente do Conselho de Orientação Estratégica do Instituto de Altos Estudos sobre a América Latina, Stéphane Witkowsky, indicou que com mais de meio século de vigência, o bloqueio pode ser considerado o cerco mais longo da época moderna.

Igualmente, afirmou que Washington sancionou inúmeros bancos franceses, apesar de que os negócios com Cuba foram realizados em estrito cumprimento do direito internacional.

Por seu lado, o intelectual francês Salim Lamrani, organizador do colóquio celebrado na Casa da América Latina, em Paris, estimou que para enfrentar o bloqueio é necessário continuar uma batalha de caráter político.

Para o professor universitário e ensaísta, é urgente seguir denunciando em nível internacional a ilegalidade dessas leis, que na atualidade constituem o principal obstáculo para o desenvolvimento de Cuba. (PL)