ÓRGÃO OFICIAL DO COMITÊ CENTRAL DO PARTIDO COMUNISTA DE CUBA

CARACAS.— Os esforços para atingir avanços no processo de diálogo na Venezuela se mantêm, apesar da recusa da oposição e das pressões externas a favor da intervenção nesta nação da América do Sul, informou a PL.

O presidente Nicolás Maduro reiterou sua disposição de continuar pelo caminho do entendimento, como única via para resolver as contradições e encaminhar as diferenças políticas.

«Continuamos apostando no diálogo, o entendimento e a resolução pacífica de nossas diferenças, porque o povo merece viver tranquilo, exercendo os mecanismos constitucionais que através do voto temos conquistado», indicou em sua conta no Facebook.

O governo não cessa de ratificar seu apoio às conversações e, por exemplo, este domingo se completam três anos da instalação, por parte do presidente Maduro, da Conferência Nacional pela Paz, um espaço que procura a estabilidade e o desenvolvimento na Venezuela, vulnerado pelo plano golpista da direita, denominado A Saída.

«Sempre temos promovido as formas pacíficas de resolver as diferenças diante de qualquer circunstância que nos aconteça, porque, desse modo, aprendemos de nosso comandante Hugo Chávez quem, após o golpe de Estado de 2002, sua primeira ação foi o chamado ao diálogo entre todos os setores, para evitar a violência e as violações à Constituição», assinalou o presidente na rede social.

Precisou que quando «uma parte da direita fascista apelou à violência nas ruas, nós convocamos os setores democráticos do país, os poderes do Estado, à conformação da Conferência Nacional pela Paz, para desarmar a violência de ruas, mediante um esforço com a cultura, o esporte e o diálogo político e econômico».

Por sua parte, o vice-presidente Executivo da Venezuela Tareck El Aissami, manifestou que as acusações dos EUA contra ele são infâmias contra o povo e a moral da Revolução Bolivariana, todas elas sem sustento real algum.

«Sinto-me com muita moral e mais convencido hoje, na minha luta antiimperialista», expressou El Aissami durante uma entrevista no programa José Vicente Hoy, que é transmitido cada domingo.

Em outra parte das suas declarações o líder bolivariano manifestou sua recusa a que a oposição venezuelana apoie estas novas agressões contra a soberania nacional. «Ficam ao lado do império», lamentou (PL)