ÓRGÃO OFICIAL DO COMITÊ CENTRAL DO PARTIDO COMUNISTA DE CUBA
O comandante guerrilheiro Ernesto Che Guevara é um símbolo de rebeldia e de luta por uma sociedade mais justa e solidária. Foto: ARQUIVO

LEMBRAR o 50º aniversário do guer-rilheiro heroico comandante Ernesto Che Guevara na Bolívia, constitui para os argentinos uma tarefa de primeira ordem para 2017, segundo expressou ao Granma Internacional Lisandro Federico López, residente na cidade de Rosario.

O jovem jornalista pertence ao movimento multisetorial com Cuba e explica que a partir de sua organização são promovidas várias iniciativas para serem realizadas na primeira quinzena de outubro, principalmente, embora o ano todo tenham convocado mobilizações, nas quais levantarão como estandarte a imagem de Che Guevara.

O rosarino acrescenta: «Como nossa geração não se deixa arrebatar a alegria e centrando-nos no exemplo e na luta do Che, propomos realizar um grande festival para homenageá-lo. Esse encontro exortará ao impulso das resistências populares, pela paz com justiça social, contra o imperialismo e pelo júbilo de nossa juventude na Pátria Grande».

Igualmente planejam um evento de reflexão, em junho, no âmbito do 89º aniversário natalício de Che Guevara, com uma reunião plenária de diálogo da Rede Nacional da Mídia Alternativa, que reunirá todos os comunicadores do país. Para o mês de agosto convocam a reunião nacional anual de todas as organizações sociais, movimentos e partidos políticos a favor da solidariedade com Cuba.

Essas convocatórias são realizadas através da imprensa popular e alternativa, tendo como base a rádio popular Che Guevara, da cidade de Rosario, com sete anos de existência e uma cobertura através dos blogs, emissoras radiofônicas e redes sociais. Chamam-no de Guerrilha comunicacional sem antena.

Neste foro de divulgação trabalham várias pessoas de maneira voluntária, para cobrir temas sociais e da agenda pública, explicam a verdadeira essência e a história dos acontecimentos nacionais e internacionais, com o auxílio da Internet. Eles publicam reportagens em multimídia no site:http://radioguevara.blogspot.com.

Nesse espaço também comentam acerca da realidade cubana e desmentem informações publicadas pela mídia hegemônica convencional e as grandes redes televisivas e radiofônicas. De igual maneira atuam em defesa da Revolução Bolivariana e dos processos emancipatórios do Equador, Nicarágua e a Bolívia.

Para tais empenhos acompanham o pulso da informação, leem na rádio as páginas dos sites que informam a verdade dos países com políticas de mudança e dialogam sobre esses temas.

O jovem argentino Lisandro Federico López expõe as variadas atividades a serem realizadas, no mês de outubro, para lembrar o 50º aniversário do assassinato de Che Guevara na Bolívia. Photo: Nuria Barbosa León

Lisandro Federico López afirma: «Como eu integro o Clube Argentino de Jornalistas Amigos de Cuba, recebo diariamente informação sobre a Ilha e imediatamente as difundo pela imprensa alternativa ao nosso alcance e por diferentes vias. Convocamos ações contra o criminal bloqueio econômico, financeiro e comercial, que pretende render por fome o povo cubano. Em seu momento aderimos à campanha pela libertação dos Cinco Heróis cubanos que cumpriram injustos e longos anos de cárcere nos Estados Unidos por lutar contra o terrorismo».

Como membro dos grupos solidários e de amizade com Cuba recebe as personalidades e delegações da Ilha Maior das Antilhas que visitam a cidade de Rosario e igualmente realizam atos políticos e culturais para comemorar datas históricas da Revolução, nos quais comentam acerca da história e da realidade no país caribenho.

Os olhos de Lisandro brilham e sente paixão ao falar de Cuba. Relata que esse amor nasceu em sua família, porque o pai militou no Partido Comunista, até que morreu, há dois anos e meio. Seu pai visitou a Ilha caribenha, em 1985, para receber um curso durante um ano. Ao retornar à Argentina incutiu em seus colegas os valores humanos aprendidos do modelo social cubano.

No entorno familiar foram recorrentes as conversas sobre a construção do socialismo e os discursos do líder Fidel Castro Ruz.  Tudo isso, conduziu Lisandro a incorporar-se às lutas sociais ao fazer 14 anos e estudar no ensino secundário.

Junto a outros colegas fundou, em 1995, a organização Filhos pela identidade e a justiça contra os muros do silêncio, para denunciar os casos de desaparecidos e torturados durante o governo da ditadura militar na Argentina e lutar pelos direitos sociais, levando como insígnia a bandeira cubana e a de seu país. Visitou Havana, pela primeira vez, em 1997, como delegado do 14º Festival Mundial da Juventude e dos Estudantes. O mesmo esteve dedicado a lembrar os 30 anos do assassinato na Bolívia de Ernesto Che Guevara. Depois, em janeiro de 2000, integrou a brigada sul-americana de solidariedade com a Ilha Maior das Antilhas, alojada no Acampamento Internacional Julio Antonio Mella, do município Caimito, na província de Artemisa.

A partir daquele momento concretizou várias iniciativas para chamar a atenção a favor da Revolução Cubana, tais como uma viagem em motocicleta por diferentes lugares da geografia continental.

Também foi, em 2008, coordenador em um festival musical, onde primou o rock, no anfiteatro municipal Humberto Benito de Rosario, muito perto do rio. «Fizemos isso em um lugar gigantesco e assistiram milhares de pessoas», indica Lisandro.

Em 2009, foi convidado pelo Comitê Central do Partido Comunista de Cuba ao ato político-cultural pelo 50° aniversário do triunfo da Revolução Cubana, na Praça Carlos Manuel de Céspedes, de Santiago de Cuba.

Para este ativista da solidariedade, o exemplo de heroísmo que caracteriza o povo cubano, serve para mostrar o caminho aonde queremos levar os processos políticos das sociedades latino-americanas. Por isso afirma categoricamente: «Cuba é um farol para nossos povos, porque é exemplo de dignidade, consequência, heroísmo, patriotismo e de solidariedade».