ÓRGÃO OFICIAL DO COMITÊ CENTRAL DO PARTIDO COMUNISTA DE CUBA
Photo: RT

OS Estados Unidos dispararam 50 mísseis sobre instalações militares sírias, informou, em 6 de abril, a mídia internacional. Disparados de uma base naval no mar Mediterrâneo, segundo a Telesur, estes mísseis atingiram múltiplas áreas, entre elas uma base aérea próxima de Homs.

El País, que também se referiu acerca do acontecido, asseverou que se trata de uma «retaliação pelo ataque químico, em 4 de abril, no qual morreram aproximadamente 80 pessoas, pois Washington culpa o regime de Damasco».

Contudo, outros órgãos da mídia advertem que essa foi, precisamente, uma justificação dos Estados Unidos para executar o ataque: acusar — sem elementos — o governo de Bashar al Assad de ter utilizado gás sarin em um suposto ataque químico em Idlib, que nem sequer a ONU, através do Gabinete dos Assuntos para o Desarmamento, pôde confirmar que tenha sido do ar e com aviões russos, como foi acusado.

Este ataque surpresa se registra como a primeira ação convencional ordenada por Donald Trump contra outro país, e acontece um dia depois de que manifestasse que o ataque químico em Idlib (Síria) tinha violado muitas diretrizes e que estudaria tomar medidas militares perante essa grave situação.

«Ordenei um ataque militar direto contra uma base na Síria a partir da qual foi realizado o ataque químico», declarou Trump, em entrevista coletiva depois do ataque, ao justificar que responde ao interesse vital da segurança nacional dos Estados Unidos.

Por seu lado, a televisão síria qualificou o fato de ato de agressão, já que, de acordo com fontes consultadas em 6 de abril, o ataque segue na linha o plano traçado pelo Pentágono desde 2013.