ÓRGÃO OFICIAL DO COMITÊ CENTRAL DO PARTIDO COMUNISTA DE CUBA
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SAN SALVADOR.—A reunião extraordinária da Comunidade dos Estados Latino-americanos e Caribenhos (Celac), que teve como sede El Salvador como presidente pro tempore do bloco, a pedido da Venezuela, serviu para respaldar uma saída política que consolide a paz na nação bolivariana, após vários meses de tensões e apelos violentos da direita da oposição.

A ministra para as Relações Exteriores da Venezuela, Delcy Rodríguez, indicou que os países membros da Celac se mostraram favoráveis ao diálogo nacional impulsionado pelo presidente Nicolás Maduro como caminho para consolidar a paz na nação sul-americana.

Ao inaugurar a reunião, o presidente salvadorenho, Salvador Sánchez Cerén, disse que «nos reúne hoje a necessidade de que como países irmãos e, de acordo com a solidariedade que professamos da Celac, juntemos esforços para que a Venezuela possa encontrar muito em breve a paz e a estabilidade que anseia».

Segundo a Agência Venezuelana de Notícias, o presidente Maduro destacou em Caracas que a comunidade das 33 nações independentes de Nossa América é um espaço para a comunhão perante as diferenças que permite o progresso da região.

O Executivo venezuelano solicitou a realização da reunião extraordinária antes de iniciar, semana passada, sua retirada da Organização dos Estados Americanos (OEA), instancia que mantém uma política hostil e de ingerência contra Caracas.

Por seu lado, na Venezuela, cresce o apoio, por parte das forças progressistas venezuelanas, trabalhadores e poderes comunais da Venezuela, os que mostraram seu respaldo à iniciativa do presidente Nicolás Maduro de convocar uma Assembleia Nacional Constituinte.

A Assembleia abordaria nove temas fundamentais, entre eles a paz, o aperfeiçoamento do sistema econômico, constitucionalizar as missões sociais, fortalecer o sistema de justiça, bem como lutar contra o terrorismo e o narcotráfico.

Ainda, abordará as novas formas da democracia participativa e buscará defender a soberania e a integridade da nação, rechaçando o intervencionismo.

Apesar do crescente apoio à iniciativa do presidente bolivariano a opositora Mesa da Unidade Democrática (MUD) fez um apelo aos seus simpatizantes a se oporem à convocatória e continuar a violência que já deixou dezenas de falecidos no país.