ÓRGÃO OFICIAL DO COMITÊ CENTRAL DO PARTIDO COMUNISTA DE CUBA
As principais avenidas chinesas se lotaram de anúncios sobre as vantagens da Faixa e a Rota da Seda.

PEQUIM.— Pelas mesmas estradas que, há mais de 2 mil anos, comerciantes e mercadores levavam a seda do Oriente a Ocidente, a China constrói uma nova faixa econômica que impulsione a interconexão entre nações da Ásia, África e Europa.

A iniciativa da Faixa e a Rota da Seda, proposta pelo presidente Xi Jinping em 2013, é já um dos maiores patrimônios que o gigante asiático oferece ao mundo para compartilhar suas oportunidades de desenvolvimento e aspirar ao crescimento combinado.

Para traduzir essa grande aspiração em um sólido progresso compartilhado, Pequim acolheu, recentemente, a primeira edição do Foro da Faixa e a Rota para a Cooperação Internacional, um impulso superlativo a este projeto, iniciado há três anos.

O evento o de maior perfil desde que se pôs em andamento a iniciativa, reuniu cerca de 28 chefes de Estado e de governo os quais, ao redor de uma mesa redonda, buscaram consensos para a aplicação e o aperfeiçoamento desta empresa, lançada pela China, mas compartilhada por todos.

Durante os últimos três anos, o mundo foi testemunha da expansão e consolidação deste importante corredor econômico, no qual participam mais de 100 países e organizações.

Se bem fomentar os investimentos em infraestrutura para facilitar as conexões entre a Ásia, África e Europa era a visão original desta faixa, hoje as nações ao redor da Faixa e a Rota da Seda anelam implementar um novo tipo de cooperação liderada pelas altas tecnologias e a produção de alto valor agregado, para o qual o foro se tornou um palco propício.

COMUNIDADE COM FUTURO COMPARTILHADO

Só sob o princípio de benefícios e responsabilidades compartilhadas, poderia erigir-se um projeto como a Faixa e a Rota.

Incrementar os esforços para ampliar a cooperação naqueles âmbitos onde convergem interesses, contribuirá com a expansão de novos motores econômicos de desenvolvimento para as nações envolvidas neste empreendimento.

Os mais de 1.200 delegados internacionais ao foro, inclusive dirigentes pesquisadores, empresários, representantes de instituições financeiras e organizações midiáticas de 110 países, explicaram a atividade que Pequim viveu nesses dias. Eles contribuíram com os debates para explorar novos âmbitos e vias de cooperação.

Da China a voz é alta e clara e este encontro de alto nível buscou transmitir uma mensagem de que a colaboração de ganho mútuo daria um forte impulso ao futuro desenvolvimento mundial.

As autoridades da segunda potência mundial afirmaram, também, que o evento tentará satisfazer a necessidade, cada vez mais urgente, de criar plataformas para a cooperação entre os povos perante as consequências da crise financeira global e as crescentes manifestações de protecionismo.

Visando a consolidação desta rota de interconexão econômica, que se espera inclua mais de 60% da população mundial e uma terceira parte da produção global, o encontro se propõe otimizar a complementaridade entre as estratégias de desenvolvimento e a população mundial e uma terceira parte da produção global, o encontro se propõe otimizar a complementaridade entre as estratégias de desenvolvimento de cada território e criar sinergias que ofereça maiores benefícios aos povoadores ao redor desta rede comercial.

A agenda, além de robustecer o entendimento em áreas como política, transporte, comércio, finanças, proteção ecológica e do meio ambiente e cooperação marítima, propõe aumentar os contatos entre os povoadores, como via para tornar a Faixa e a Rota em um fato cultural. Embora as conexões pela ferrovia e os portos marítimos aproximarão os países, especialistas consideram que não será mais através de envolver as pessoas que se poderá criar um verdadeiro corredor econômico bem sucedido.

Até hoje, este «bem público» que a China oferece ao mundo já teve importantes colheitas. O notável aumento do comércio, os investimentos e os mais de 40 acordos assinados não só testemunham isso, também confirmam o futuro da iniciativa que por enquanto inclui nações que orbitam em torno da antiga rota da seda, mas que no futuro não se limitará a elas.

«Enviamos uma mensagem positiva ao mundo», expressou em entrevista coletiva o presidente do gigante asiático, Xi Jinping, no fechamento do evento projetado para estabelecer laços estratégicos entre planos nacionais de desenvolvimento e essa faixa. Segundo se divulgou um total de 68 países e organizações internacionais assinaram acordos de cooperação com a China e se contabilizaram mais de 270 avanços em áreas chaves como política, infraestrutura, comércio, finanças e conetividade entre pessoas.

O presidente da segunda potência universal anunciou que seu país também organizará o segundo Foro da Faixa e a Rota para a Cooperação Internacional, em 2019, e pediu que os líderes globais que impulsionem os resultados do benefício mútuo, aumentem a coordenação de políticas e aprofundem na cooperação prática na implementação deste projeto.