ÓRGÃO OFICIAL DO COMITÊ CENTRAL DO PARTIDO COMUNISTA DE CUBA

GENEBRA. – O Centro Europa-Terceiro Mundo (Cetim, sigla em espanhol), uma organização não governamental com status consultivo na ONU, denunciou perante o Conselho de Direitos Humanos o bloqueio dos EUA contra Cuba, que qualificou de ilegal, unilateral e ilegítimo

Em um relatório apresentado perante o Conselho que continuou no dia 13 suas sessões nesta cidade suíça, o Cetim indicou que essa política de Washington é «ilegal, ilegítima e pode ser assimilada como um ato de guerra não declarada dos Estados Unidos contra Cuba».

O cerco econômico, comercial e financeiro «é contrário ao direito à autodeterminação, pois priva ao povo cubano de seus próprios meios de subsistência», acrescentou.

Por estar dirigido a «atentar contra a integridade física e moral de um povo, a fazer com que sofra no máximo, poderia constituir um crime contra a humanidade. Tem que parar imediata e incondicionalmente», indicou o relatório, elaborado com a colaboração do especialista Rémy Herrera, do Centro Nacional de Pesquisa Científica da França.
O texto aludiu à decisão do presidente norte-americano, Donald Trump, de reverter as medidas de aproximação tomadas por seu predecessor, Barack Obama.
«As negociações bilaterais dos últimos três anos, que tinham permitido avanços reais (abertura de embaixadas, acordos de imigração, cooperação em termos de segurança...) e se encaminhavam à normalização, entram de agora para frente, em uma fase regressiva», indicou.

Igualmente, assinalou que «os motivos invocados pelo presidente Trump são belicosos, anacrônicos e intervencionistas».

O relatório acrescentou que o dispositivo previsto pela nova administração estadunidense pretende golpear os motores da economia socialista: «O que se busca é prejudicar Cuba privando sua economia do máximo de renda em divisas».

Em consequência, continuou, tudo isso representa claramente um endurecimento do bloqueio estadunidense contra Cuba, que «há 25 anos foi condenado por quase o total dos países-membros da Assembleia Geral das Nações Unidas».

O Cetim advogou por retomar o caminho da normalização das relações entre os dois países, conforme os objetivos e princípios consagrados na Carta das Nações Unidas.