ÓRGÃO OFICIAL DO COMITÊ CENTRAL DO PARTIDO COMUNISTA DE CUBA

LUANDA, Angola.— «É incrível como se têm desenvolvido e isso diz que a paz era necessária», destacou Miguel Díaz-Canel Bermúdez, na sua chegada a esta capital, para a posse do presidente eleito de Angola, João Lourenço.

O primeiro vice-presidente dos Conselhos de Estado e de Ministros de Cuba foi recebido no terminal aéreo 4 de fevereiro pelo ministro de Antigos Combatentes Cándido Pereira van Dunem.

Depois de expressar sua impressão acerca de quanto bela se vê Luanda de noite do ar, agradeceu também, em nome do presidente dos Conselhos de Estado e de Ministros, general-de-exército Raúl Castro Ruz, o convite feito para a posse de Lourenço. Explicou que o intenso trabalho do chefe de Estado cubano, após os danos provocados pelo furacão Irma, lhe impediam fazer a viagem.

Van Dunem, por seu lado, manifestou a Díaz-Canel que se sentisse como em casa, e ainda manifestou o interesse de incrementar as relações bilaterais.

O primeiro vice-presidente cubano chegou em 25 de setembro, às 19 horas à capital angolana, para uma estada que se prolongará até quinta-feira, 28. De acordo com a agenda, será um dos dignitários participantes na transferência do comando presidencial do chefe de Estado que termina, José Eduardo dos Santos para Lourenço, quem venceu em 23 de agosto com mais de 61% dos votos válidos.

Díaz-Canel prestará tributo ao primeiro presidente e pai fundador de Angola, António Agostinho Neto, ao comandante cubano Raúl Díaz Argüelles (morto pela explosão de uma mina, em 1975) e aos heróis da batalha de Kifangondo, um dia antes da proclamação da soberania angolana, em 11 de novembro de 1975.