ÓRGÃO OFICIAL DO COMITÊ CENTRAL DO PARTIDO COMUNISTA DE CUBA

CARACAS, Venezuela.— «Aqui estamos com um resultado concreto, com as tarefas cumpridas, atendendo todas as prioridades. Sempre surgem algumas dificuldades e procuramos resolvê-las, mas a essência da colaboração está em pé».

Com estas palavras o vice-ministro do Comércio Exterior de Cuba, Roberto López Hernández, que atende as relações bilaterais Cuba-Venezuela, definiu, em 27 de setembro, o espírito presente na 15ª reunião trimestral para examinar o Convênio de colaboração entre ambos os países.

Acerca dos dias de trabalho vividos por representantes de ambas as nações, na sede da chancelaria, Roberto López explicou à imprensa que estes encontros permitem «uma avaliação de todas as atividades que realizamos, no marco do Convênio Cuba-Venezuela». Trata-se, disse, «de uma detalhada revisão, a qual verifica a execução física e eficiência de cada projeto, a participação dos colaboradores cubanos e as dificuldades detectadas daí em diante para cumprir os propósitos traçados».

Segundo disse o vice-ministro do Comércio Exterior, a reunião pode dar acompanhamento a projetos tão importantes como os de Saúde, os quais constituem sucessos da Revolução Bolivariana e da cubana, capaz de manter aqui mais de 27 mil colaboradores que se esforçam ao máximo em seu trabalho e demonstram uma firme observância, apesar das múltiplas adversidades que enfrentam ambas as nações.

«Resistir contextos adversos em nível mundial — em termos econômicos e financeiros — demonstrando uma recuperação, inclusive, diante de contratempos gerados pela natureza, como o recente furacão que açoitou Cuba, e continuar atingindo resultados em um Convênio nascido, há 16 anos, é algo que só pode ser conseguido», expressou Roberto, entre dois países irmãos.

«Esta é a expressão mais clara — definiu o Convênio — do que significa Venezuela para nós e do que nós significamos para ela: uma colaboração única e que só é possível por essa solidariedade bem fraguada por Chávez e Fidel, continuada por Maduro e Raúl».

De sua parte, o vice-ministro venezuelano para a Cooperação Econômica, do Ministério do Poder Popular para as Relações Exteriores, Ramón Gordils, declarou que «a magnitude da cooperação entre Cuba e Venezuela abrange, praticamente, todos os setores de nossas sociedades, no ramo econômico, político e cultural».

É uma aproximação que não foi gerada «como consequência de um impulso sem ordem, mas através de sua administração ou condução de projetos específicos. A cooperação atinge patamares tão importantes que se requer, cada vez mais, maior precisão no momento de avaliar como funciona», esclareceu.

«Apesar do bloqueio às duas nações, a redução incentivada dos preços do petróleo, das dificuldades, da violência na rua, temos na Venezuela uma cooperação praticamente intacta com Cuba», destacou Ramón Gordils, quem asseverou que «isso significa conseguir eficiência».

Entre os impactos mais notáveis do Convênio o vice-ministro da Venezuela deu a conhecer a presença de milhares de colaboradores cubanos do ramo da saúde, «o qual possibilitou ao nosso país ter um sistema de saúde totalmente democrático, porque não exclui ninguém»; a existência de programas de atividades culturais e esportivas; e uma importante aliança de caráter econômico.

«Hoje, na Venezuela — arguiu — desfrutamos de um número importante de produtos cubanos. Também em Cuba, desfruta-se de um número importante de produtos venezuelanos; não falamos necessariamente de produtos terminados, mas sim de matérias primas, de elementos que favorecem a produção. Esta é uma realidade muito difícil de mudar, pois já faz parte de nossa cooperação, mas para continuar nesse rumo, requer-se, entre nós, de um contínuo encontro, trabalho e revisão».

Durante uma intervenção nesta mesma jornada, o chefe de todas as missões cubanas na Venezuela, Víctor Gaute López, falou de previsão e unidade, como premissas chaves para avançar no Convênio. E fez um reconto de tudo o conseguido no decurso de 2017, pois como resultado da colaboração: Venezuela conseguiu 100% de acesso no atendimento primário de saúde, e nasceram programas de impacto social — que se vinculam com a gestão deste ramo — como o movimento Somos Venezuela, o plano Chamba Juvenil, as jornadas cirúrgicas, a campanha de vacinação e o programa de parto humanizado.

«Em 2018 continuaremos avançando. Já veremos isso como resultado de todo o capital humano formado durante estes anos», destacou Gaute, quem também definiu estes dias de trabalho como boas sessões, à altura do histórico e fecundo momento que vive o povo venezuelano, em sua batalha contra qualquer tentativa interna ou externa do inimigo.