ÓRGÃO OFICIAL DO COMITÊ CENTRAL DO PARTIDO COMUNISTA DE CUBA
O presidente Nicolás Maduro expressou que com a vitória do chavismo nas eleições regionais se abre um novo ciclo de vitórias progressistas no continente.

CARACAS.— «O chavismo está vivo, está na rua e está triunfando. Essa é a verdade e aqui estamos em pé», afirmou o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, depois de serem divulgados os resultados das eleições regionais de 15 de outubro.

«Esta pátria o que quer é, com todo seu amor, ser construída em paz, com toda sua independência», expressou o presidente de Miraflores e em transmissão da Venezolana de Televisión.

Por seu lado, o chefe do Comando de Campanha Zamora 200, Jorge Rodríguez, explicou que o resultado obtido nas eleições regionais de 15 de outubro, bem como as do passado 30 de julho, quando foi eleita a Assembleia Nacional Constituinte (ANC), devem ser lidos como uma resposta do povo venezuelano contra a ingerência estrangeira e pela soberania.

«O presidente (Nicolás) Maduro dizia isso, quem vai votar, vota pela soberania e aí está a mais alta participação em eleições regionais», assinalou em entrevista coletiva transmitida pela Venezolana de Televisión.

Nas eleições regionais venezuelanas, as forças revolucionárias obtiveram a vitória em 17 estados do país, informou o Conse-lho Nacional Eleitoral (CNE) em seu primeiro boletim, com 95,8% dos votos transmitidos e 61,14% de participação na vigésima segunda eleição nos 18 anos de Revolução Bolivariana.

O povo da Venezuela «mais uma vez deu uma grande lição de democracia e uma lição ao mundo inteiro do que somos os venezuelanos: dignos representantes deste país no exercício da soberania em paz e em democracia, através do voto», disse ao país a presidenta do Conselho Nacional, Tibisay Lucena, da sede principal do Poder Eleitoral, em Caracas.

Lucena ressaltou o ambiente de paz, tranquilidade e civismo em que se desenvolveram as eleições, cujos resultados anunciados incluem 22 das 23 governações que em total deram 75% dos governos regionais às forças revolucionárias, com 54% do voto nacional de um padrão de 18.094.065 eleitores.

De acordo com os resultados, os candidatos do Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV) conquistaram 17 das 23 governações, entretanto os partidos opositores Ação Democrática e Primeiro Justiça obtiveram cinco (Anzoátegui, Mérida, Nueva Esparta, Táchira e Zulia).

«Resta por anunciar o resultado do estado Bolívar, cuja tendência ao momento do anúncio não era irreversível», indicou Lucena, citada pela AVN.

Por seu lado, Delcy Rodríguez, presidenta da Assembleia Nacional Constituinte (ANC), disse que essa entidade, vigilante da decisão de cada cidadão, iria incorporar-se às auditorias que estão pendentes depois das eleições, tal qual estabelece a Lei Orgânica dos Processos Eleitorais.

Igualmente, destacou a confiabilidade do processo eleitoral venezuelano que conta com uma série de auditorias que foram avaliadas pelos partidos políticos que participam das eleições regionais.

Ao mesmo tempo, o primeiro vice-presidente do Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV), Diosdado Cabello, afirmou na capital dessa nação sul-americana que «acabou o tempo da guarimba na Venezuela».

«Aos opositores nacionalistas fazemos o apelo: não se deixem arrastar por aqueles que querem violência. Venham trabalhar conosco», acrescentou em entrevista coletiva da organização política, em Caracas.

Por outro lado, o Conselho de Especialistas Eleitorais da América Latina (Ceela) asseverou em seu relatório sobre as eleições regionais que o resultado obtido após a jornada reflete a decisão dos cidadãos.

«O processo foi realizado de maneira bem-sucedida e a decisão dos cidadãos livremente expressa nas urnas, respeitou-se», afirmou em 16 de outubro o presidente do Ceela, Nicanor Moscoso.

«A jornada eleitoral decorreu pacificamente, sem contratempos, com uma participação muito importante na média de votação de umas eleições regionais», indicou.

As felicitações pelo triunfo do governante Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV) não esperaram, de várias partes do continente americano já se expressaram a favor da festa eleitoral protagonizada pelos venezuelanos.

«Felicitar a Venezuela porque a democracia ganhou à intervenção e à conspiração. O povo defende sua soberania, dignidade e recursos naturais», expressou o presidente boliviano Evo Morales por meio de sua conta oficial na rede social Twitter.

Em uma alocução oferecida à mídia pública, Maduro agradeceu a seus homólogos de Cuba, Raúl Castro; da Bolívia, Evo Morales; e da Nicarágua, Daniel Ortega, que o chamaram para felicitá-lo pelo triunfo chavista.

Por seu lado, o ex-presidente equatoriano Rafael Correa ressaltou o triunfo da Revolução Bolivariana, depois das eleições regionais.

Correa somou sua voz às opiniões internacionais em relação ao processo eleitoral e reiterou que esses resultados «põem a nu a manipulação midiática» que pretendem impor na Venezuela.

Precedidas por uma jornada violenta promovida pela oposição, as sanções econômicas impostas pelos Estados Unidos que agravam a guerra econômica e em meio da campanha midiática contra o Governo Bolivariano, as eleições regionais na Venezuela ratificaram a liderança da esquerda na nação sul-americana.

TêM QUE ASSUMIR O TRIUNFO COM HUMILDADE

«Reencontramo-nos com a vitória», afirmou o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, ao se referir aos resultados das eleições regionais no país, em entrevista coletiva, realizada em Caracas e com transmissão em várias embaixadas da Venezuela no mundo, incluída a de Cuba.

O presidente referiu que o país acaba de viver um processo importante e pacífico, apesar da campanha midiática que mantém a direita internacional.

«Têm que assumir a grande vitória com humildade», asseverou. Igualmente, assegurou que com este triunfo se abre um novo ciclo de vitórias progressistas no continente.

O chavismo é maioria sociocultural na Venezuela, e «é uma espiritualidade, uma forma de ser, é uma opção de vida», disse o presidente.

Em outro momento de sua intervenção, Maduro referiu que se sente acompanhado e apoiado pelo povo bolivariano.

«Durante meus anos de mandato lutei por proteger o povo», disse, e nesse sentido mencionou a educação pública, a entrega de 1,8 milhão de moradias, o sistema de saúde familiar e a baixa taxa de desemprego (5,6%) existente no país.

«Os 72% do orçamento é destinado ao setor social», apontou o líder bolivariano.

O presidente também se referiu ao governo estadunidense chefiado por Donald Trump, e afirmou que «enquanto mais agressões veem dos EUA, mais nos fortalecemos porque este povo é antiimperialista».

O POVO VENEZUELANO ELEGEU O CHAVISMO

Da sede diplomática da Venezuela em Cuba, leu-se um comunicado assinado pelo embaixador dessa nação sul-americano na Ilha, Alí Rodríguez Araque, onde se expressa que «a vitória eleitoral do passado 15 de outubro manifesta a identificação da maioria do povo venezuelano com o conjunto de transformações que inaugurou o Comandante Hugo Chávez e continuadas por Nicolás Maduro».

O documento foi lido pela ministra conselheira Vivian Alvarado e afirma também que a participação popular nas decisões do Estado bolivariano constitui um processo com uma nova visão no país.

Igualmente, o comunicado se referiu ao forte golpe que foi a morte de Chávez, que significou um golpe anímico e político de grandes proporções, que despertou esperanças da reação dentro e fora da Venezuela.

Antes de sua morte, segundo o documento, o Comandante teve a previsão de expor a designação de Maduro para que assumisse o comando da nação, caso um desenlace não desejado.

O povo confiou mais uma vez em sua palavra e acertou, continuou o texto. Maduro soube responder à tarefa e o dia 15 de outubro é uma ratificação da confiança que o povo venezuelano depositou em seu presidente e no chavismo, refletiu o documento.

CHANCELARIA OFERECE BALANÇO ELEITORAL

O chanceler venezuelano, Jorge Arreaza ofereceu, em 17 de outubro, um balanço do processo eleitoral, junto ao chefe do Comando de Campanha Zamora 200, Jorge Rodríguez, perante o corpo diplomático credenciado no país.

Durante sua alocução, Arreaza lembrou que os porta-vozes da oposição nacional que qualificam de irregular o processo eleitoral do passado domingo, reconheceram em seu momento a transparência e confiabilidade da plataforma do Conselho Nacional Eleitoral (CNE), dias antes das eleições.

«Suas assinaturas estão em todas as atas de auditorias. Também, esses mesmos porta-vozes de oposição durante as últimas duas semanas estavam desesperados chamando ao voto, todos reconhecendo a validez e confiabilidade do sistema eleitoral», detalhou Arreaza.

Durante uma entrevista coletiva que serve de balanço da jornada de eleições regionais, perante o corpo diplomático credenciado na Venezuela, o chanceler explicou que o sistema eleitoral venezuelano está totalmente blindado para garantir a decisão do votante, já que é submetido a múltiplas auditorias antes, durante e depois de cada eleição. (Redação Internacional e Telesur)